Após abrir próximo da estabilidade, Ibovespa ganha força e se firma aos 186 mil pontos

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O Ibovespa abriu próximo da estabilidade nesta terça-feira, 5, mas logo ganhou força e se firmava no patamar dos 186 mil pontos pouco antes do fim da manhã, com o mercado financeiro de olho nos desdobramentos das tensões geopolíticas e repercutindo a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que reforçou postura de cautela e manteve os próximos passos do ciclo de flexibilização condicionados à evolução do cenário, em meio às incertezas globais.

A ata do Copom detalhou a decisão de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, para 14,50% ao ano, e indicou que o ciclo de flexibilização seguirá dependente da evolução do cenário, especialmente dos impactos do conflito no Oriente Médio sobre a inflação. O colegiado destacou que o ambiente é de elevada incerteza e que os próximos passos dependerão de novas informações.

O documento também apontou interrupção no processo de queda das expectativas de inflação, com desancoragem adicional para horizontes mais longos, além de reconhecer que os efeitos da política monetária restritiva seguem sendo transmitidos à atividade econômica, que mostra sinais de moderação. As projeções do Banco Central indicam IPCA de 4,6% em 2026, acima do teto da meta, e de 3,5% em 2027.

No exterior, o ambiente mostra melhora relativa nesta primeira parte do dia. As bolsas de Nova York avançam, enquanto os rendimentos dos Treasuries recuam, em meio à queda dos preços do petróleo, que passam por correção após a forte alta recente.

Segundo João Ferreira, sócio da One Investimentos, o mercado ainda ajusta posições após episódios recentes de tensão no Oriente Médio, mas sem mudança estrutural no cenário. “Apesar dos eventos recentes, o cessar-fogo parece mantido, sem uma alteração significativa do quadro, o que leva a um reajuste das curvas de juros e dos ativos”, afirma.

Sobre a ata do Copom, ele destaca que o cenário segue marcado por incerteza e dependência de novos desdobramentos. “A ata veio com tom um pouco mais duro, reforçando a cautela e a necessidade de calibragem da política monetária”, disse.

Além disso, o mercado acompanha a agenda corporativa, com destaque para a divulgação do balanço do Itaú Unibanco após o fechamento.

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Estadão

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