Atlas/Estadão: Eleitores acham Tarcísio melhor que Haddad para lidar com violência e gastos
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é apontado por eleitores como mais confiável que o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) para administrar as principais áreas da gestão paulista, mostra pesquisa Atlas/Estadão divulgada nesta segunda-feira, 30.
Tarcísio e Haddad lideram a disputa pelo governo paulista: Tarcísio tem 49,1% das intenções de voto no primeiro turno contra 42,6% de Haddad, segundo o mesmo levantamento da Atlas. Na simulação de segundo turno, Tarcísio venceria Haddad por pouco mais de 10 pontos porcentuais de vantagem.
O atual governador suscita mais confiança dos paulistas em todos os setores avaliados pela pesquisa. A maior vantagem aparece em infraestrutura, área da qual Tarcísio foi ministro no governo Jair Bolsonaro (PL): 59% dizem confiar mais no governador para cuidar do setor, ante 38% que preferem Haddad.
No quesito criminalidade, o governador também lidera: 57% a 39%. O placar se repete no tema do equilíbrio fiscal/controle de gastos, mesmo com Haddad tendo ocupado o Ministério da Fazenda no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Tarcísio ainda mantém vantagem em impostos/carga tributária (56% a 41%), educação (55% a 42%), geração de empregos (55% a 43%), pobreza e desigualdade social (54% a 43%), saúde (54% a 44%), combate à corrupção (53% a 41%) e transporte público (53% a 43%), com distância igual ou maior a 10 pontos porcentuais em todas as áreas.
A pesquisa ouviu 2.254 eleitores de São Paulo por recrutamento digital aleatório e tem margem de erro de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01079/2026.
Criminalidade lidera lista de maiores problemas do Estado
A pesquisa também questionou eleitores sobre os maiores problemas que afetam o estado de São Paulo hoje em dia. A criminalidade lidera com folga a lista, sendo citada por 60% dos entrevistados, em patamar bem acima dos demais problemas apontados.
Na sequência, aparecem a qualidade da educação (40%) e o acesso à saúde (29,8%), formando o trio de áreas mais críticas do Estado na avaliação dos eleitores. Os dados foram coletados entre os dias 24 e 27 de março, e os entrevistados podiam indicar até três opções.
Responsabilidade fiscal e controle de gastos é o tema que menos preocupa, citado por apenas 1,7%. Desemprego também aparece no fim da lista, com 4,5% das menções.

