Augusto Cury cresce em duas pesquisas e aparece em 3º lugar na corrida presidencial
O escritor Augusto Cury (Avante) alcançou o terceiro lugar na disputa presidencial pelo primeiro turno nas pesquisas Atlas/Bloomberg e BTG/Nexus divulgadas na manhã desta segunda-feira, 31. O candidato do Avante chegou a atingir dois dígitos no levantamento BTG/Nexus, saltando de 2% a 11% das intenções de voto. No estudo Atlas/Bloomberg, ele atingiu 7,8%, após sair de 1,6% na pesquisa passada. Na semana passada, o Estadão registrou que vídeos do escritor inundaram as redes, com milhões de visualizações.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) seguem na liderança. O petista tem 43,4% dos votos contra 33,7% de Flávio no primeiro tempo, segundo a pesquisa Atlas. No levantamento BTG/Nexus, Lula marca 39% e Flávio 33%.
Os demais candidatos mantiveram posições semelhantes abaixo dos dois dígitos. Na Atlas, Renan Santos, do Missão, ocupa o quarto lugar com 7,6%, Ronaldo Caiado, do PSD, está em quinto, com 3,3%. Outros candidato somaram menos de 2%.
Na BTG/Nexus, Caiado aparece em quarto, com 5%. Em seguida, com 3%, vem Renan Santos, e Romeu Zema (Novo) registrou 1%. Brancos e nulos somam 3% e não sabem ou não responderam 3%. Em outra projeção de 1º turno, o coach Pablo Marçal, que está inelegível por decisão da Justiça Eleitoral, pontua 3%.
Os dados da Atlas foram coletados entre os dias 25 e 30 de agosto e da BTG/Nexus entre 28 e 30, registrando o movimento do eleitorado após o debate presidencial promovido por Band e Estadão, com parceria de TV Cultura, Gazeta e Jovem Pan (dia 23), as sabatinas promovidas pela TV Globo (25 a 30) e o início do horário gratuito eleitoral (28).
Não foram realizadas projeções com o escritor Augusto Cury para o segundo turno.
Metodologia
A pesquisa BTG/Nexus foi realizada por telefone e ouviu 2.005 pessoas com 16 anos ou mais, de 28 a 30 de agosto. A margem de erro é de 2 p.p., para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-08900/2026.
Já a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg foi feita entre os dias 25 e 30 de agosto de 2026, com base em uma amostra de 5.014 pessoas respondentes e margem de erro de 1% para mais ou para menos (e nível de confiança de 95%). Está registrada no TSE com o código BR-07972/2026.
O método usado pela Atlas é o Random Digital Recruitment [RDR]. Segundo a instituição, os entrevistados são “recrutados organicamente durante a navegação de rotina na web em territórios geolocalizados em qualquer dispositivo (smartphones, tablets, laptops ou PCs)” e podem responder de forma anônima.
A AtlasIntel utiliza ainda um algoritmo interativo com base em conjunto de variáveis como sexo, faixa etária, nível educacional, renda, região e comportamento eleitoral anterior, buscando amostras que se assemelhem à população adulta brasileira.
‘Boom nas redes’
Como mostrado pelo Estadão, vídeos em apoio à candidatura presidencial de Cury inundaram as redes sociais na semana passada e chegaram a acumular milhões de visualizações. O jornal localizou no Instagram dezenas de vídeos em apoio ao psiquiatra, publicados por influenciadores de diferentes portes. Muitos deles ultrapassaram 1 milhão de visualizações, e alguns superam a marca dos 10 milhões.
Cury registrou também um aumento expressivo tanto na busca por seu nome no Google quanto no engajamento em suas redes sociais. Seu perfil no Instagram saltou de cerca de 8,4 milhões para 10,7 milhões de seguidores em uma semana, representando um ganho de cerca de 2 milhões de novos perfis.
O marqueteiro Sérgio Lima, que cuida da campanha, afirma que o movimento é orgânico, sem pagamento ou contratação de influenciadores – a prática é proibida pela legislação eleitoral. De acordo com ele, o único investimento da campanha até aqui foi R$ 50 mil em impulsionamento de publicações do próprio candidato no Facebook.
Ao mesmo tempo, o marqueteiro diz que a campanha está “surfando a onda”. “Comunicação é presença. O que estamos fazendo é colocar ele ali agradecer, comentar [nas publicações dos influenciadores]. Principalmente com os menores, para que a gente possa incentivar os maiores”, explicou Sérgio Lima.
Ele também nega a atuação ou ajuda de Pablo Marçal (PRTB) na estratégia digital, como tem sido ventilado por alguns perfis nas redes sociais e por campanhas adversárias nos bastidores.
