Banco Mundial eleva crescimento para Leste Asiático, incluindo China, apesar de incertezas

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Em meio a ventos contrários globais, a região da Ásia Oriental e Pacífico deve apresentar um crescimento de 4,5% em 2026, em comparação com a previsão anterior de 4,2%, segundo o mais recente relatório econômico semestral do Banco Mundial. O documento destaca a resiliência da região, embora o crescimento permaneça desigual entre economias e setores, em meio à crescente adoção da inteligência artificial (IA).

Economias como Vietnã, Malásia e Tailândia superaram expectativas, impulsionadas pela fabricação e exportação de produtos de alta tecnologia, que sustentaram um aumento global em atividades relacionadas à IA, segundo o Banco Mundial. As previsões de crescimento para 2026 foram revisadas para cima: Vietnã para 7,4% (aumento de 1,1 ponto porcentual), Malásia para 5,1% (+0,7%) e Tailândia para 2,0% (+0,7%). No entanto, países insulares do Pacífico enfrentam desafios, crescendo apenas 2,2%, devido a preços elevados de energia e choques externos. A China, maior economia da região, teve seu crescimento revisado para cima em relação ao relatório anterior, de 4,1% para 4,4%, apesar da demanda interna limitada por um mercado de trabalho fraco e ajustes no setor imobiliário, diz o Banco.

O vice-presidente do Banco Mundial para a Ásia Oriental e Pacífico, Carlos Felipe Jaramillo, afirma que a integração da região em cadeias de valor globais a posiciona para se beneficiar do aumento da atividade global relacionada à IA. “O desafio é transformar a força na produção de bens relacionados à IA em uma adoção ampla que impulsione a produtividade e crie empregos melhores”, ressalta.

Embora a IA ainda não tenha impactado significativamente empregos automatizáveis, ela já está remodelando a demanda por habilidades, com empresas buscando cada vez mais expertise em IA, habilidades analíticas e sociais, acrescenta o relatório. A IA é mais eficaz em apoiar empregos que exigem pensamento complexo e julgamento, mas apenas 13% dos empregos na região se enquadram nessa categoria, em comparação com 39% nas economias avançadas, aponta.

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Estadão

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