BC diz que desaceleração da atividade permitiu corte da Selic, apesar de Oriente Médio

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central afirmou nesta quarta-feira, 18, que há evidências de que a manutenção da taxa Selic em um nível contracionista levou a uma desaceleração da atividade econômica no País. Isso permitiu ao colegiado diminuir a taxa básica de juros, de 15% para 14,75% ao ano, apesar das incertezas causadas pelos conflitos no Oriente Médio.

Segundo o comitê, essas evidências de transmissão da política monetária para o ritmo da atividade econômica criam condições para “ajustes no ritmo da calibração dos juros”, à medida que novas informações surgirem. O objetivo, de acordo com a autoridade monetária, é assegurar uma Selic compatível com a convergência da inflação à meta.

“O comitê julgou apropriado dar início ao ciclo de calibração da política monetária, na medida em que o período prolongado de manutenção da taxa básica de juros em patamar contracionista propiciou evidências da transmissão da política monetária sobre a desaceleração da atividade econômica, criando condições para que ajustes no ritmo dessa calibração, à luz de novas informações, sejam possíveis de forma a assegurar o nível compatível com a convergência da inflação à meta”, diz o comunicado.

O Copom informou que considera os impactos dos conflitos no Oriente Médio de forma “prospectiva”, de olho principalmente nos seus efeitos sobre a cadeia de suprimentos global e nos preços das commodities que afetam direta e indiretamente a inflação no País. O colegiado reconheceu que a incerteza cresceu por causa do cenário internacional.

“Nesse momento, as projeções de inflação apresentam distanciamento adicional em relação à meta no horizonte relevante para a política monetária. Ao mesmo tempo, a incerteza acerca dessas projeções foi elevada consideravelmente, em função da falta de clareza sobre a duração dos conflitos e de seus efeitos sobre os condicionantes dos modelos de projeção analisados”, diz o comunicado.

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Estadão

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