BNDES aprova até R$ 3,7 bi para exportação de 19 aviões Embraer para a canadense Porter

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O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento para a Embraer exportar até 19 aeronaves E195-E2 à Porter Aviation Holdings, do Canadá, em operação estimada entre R$ 3,3 bilhões e R$ 3,7 bilhões. O crédito terá cobertura do Seguro de Crédito à Exportação (SCE) do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), operado pela Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF).

O contrato oferece uma alternativa para a Porter Airlines financiar a compra dos jatos, com entregas previstas até 2030, informou o banco.

A operação usa recursos da linha BNDES Exim Pós-embarque e marca o primeiro financiamento direto do banco para exportação de aeronaves da Embraer a uma companhia canadense. A Porter vem ampliando sua frota desde 2023, quando começou a receber parte das 75 aeronaves E195-E2 encomendadas.

Até o momento, foram entregues 54 unidades, incluindo três já financiadas pelo BNDES em contrato assinado em dezembro de 2025. A entrega mais recente ocorreu em 23 de junho de 2026, em evento na sede da Embraer, em São José dos Campos.

“Este financiamento apoia a manutenção do nível de produção da Embraer e dos empregos da indústria aeronáutica nacional. É uma operação que envolve aeronaves mais tecnológicas, que estão chegando a novos mercados”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, em nota.

O vice-presidente executivo financeiro e de relações com investidores da Embraer, Felipe Santana, avaliou que a operação é um reforço à parceria com o banco para apoiar exportações. Para a presidenta da ABGF, Maíra Madrid, “o instrumento busca tornar os produtos brasileiros mais competitivos no mercado internacional”, afirmou.

Segundo o vice-presidente executivo e CFO da Porter Airlines, Rob Palmer, “a Porter é a companhia aérea que mais cresce na América do Norte, com nossa frota E2 desempenhando um papel fundamental na apresentação da empresa a milhões de novos passageiros nos últimos anos”. “Ter o BNDES como parceiro nesta fase demonstra ao mercado que nosso plano de negócios está avançando bem, com muitas entregas de E2 ainda por vir”, concluiu.

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Estadão

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