BNDES e ministérios assinam com Alemanha intenção de aporte de até R$ 4,1 bi no Brasil
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta segunda-feira, 20, ter assinado com a Alemanha declarações conjuntas de intenção para aportes de até R$ 4,1 bilhões (EUR 700 milhões) em financiamento a projetos verdes no Brasil.
Os acordos foram firmados, durante a Feira de Hannover, entre o banco de fomento e os ministérios de Meio Ambiente e Mudança do Clima e das Relações Exteriores com o banco alemão de desenvolvimento Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW) e o Ministério Federal da Cooperação Econômica e Desenvolvimento da República Federal da Alemanha (BMZ).
Em uma delas, os órgãos alemães firmaram intenção de investir até R$ 2,94 bilhões (EUR 500 milhões) no Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima), como parte de uma iniciativa conjunta entre Ministério do Meio Ambiente, KfW, Agence Française de Développement – AFD, Cassa Depositi e Prestiti S.p.A. (CDP) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
A segunda Declaração foi assinada entre KfW, BMZ e Ministério das Relações Exteriores, para cooperação entre Brasil e a Alemanha no setor de mobilidade. A Declaração Conjunta de Intenção (Joint Declaration of Intent – JDI) objetiva mobilizar R$ 1,17 bilhão (EUR 200 milhões) em capital para “financiar e implementar soluções de transporte sustentável, tecnologias inovadoras e o intercâmbio de conhecimento para promover sistemas de mobilidade mais verdes e eficientes”.
“Iniciativas inovadoras como o aporte de parceiros estrangeiros no Fundo Clima reiteram nossa visão de um desenvolvimento inclusivo e atento à transição ecológica global. E o BNDES pode desempenhar um papel fundamental nessa parceria”, declarou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, em nota distribuída à imprensa.
Segundo o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Ribeiro Capobianco, o investimento do governo alemão no Fundo Clima “é mais uma demonstração de credibilidade nos investimentos que o Brasil vem realizando no Plano de Transformação Ecológica”.
“Nos últimos três anos multiplicamos os investimentos anuais, que eram da ordem de R$ 500 milhões anuais entre 2009 a 2023. Nesse ano de 2026, chegamos aos R$ 27 bilhões para estimular empreendimentos nas áreas adensamento tecnológico e bioeconomia, transição energética, economia circular e nova indústria e infraestrutura resiliente e adaptação à mudança do clima”, acrescentou Capobianco, na nota.

