BoE: Bailey diz que reação do mercado às tensões sobre a Groenlândia tem sido contida

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Os investidores reagiram de forma menos dramática do que o esperado às ameaças de uma guerra comercial entre os Estados Unidos e a Europa em torno do governo da Groenlândia, mas os formuladores de política precisarão acompanhar de perto os desdobramentos, afirmou o presidente do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Andrew Bailey.

Falando a parlamentares nesta terça-feira, 20, Bailey disse ainda que ele e outros presidentes de bancos centrais deram o passo “sem precedentes” de publicar uma declaração em apoio ao presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, devido ao papel central do dólar americano no sistema financeiro global.

No sábado, o presidente Donald Trump afirmou que imporia tarifas de 10% sobre importações de vários países europeus a partir de 1º de fevereiro, em um esforço para pressionar a Dinamarca a vender a Groenlândia aos EUA, com elevação das alíquotas para 25% em junho.

Muitos preços de ativos caíram nesta semana, mas não de forma tão acentuada quanto no início de abril, quando Trump anunciou grandes aumentos tarifários. “Os mercados estão menos voláteis do que se poderia esperar”, disse Bailey. “É fato que nos preocupamos com a forma como os mercados podem reagir a essas coisas. Precisamos permanecer muito atentos.”

O banqueiro central afirmou que os investidores aprenderam com episódios anteriores em que Trump ameaçou impor tarifas muito elevadas para atingir um objetivo, mas acabou fechando um acordo com alíquotas mais baixas. “Os mercados veem esses anúncios, mas depois perguntam: isso vai se traduzir em ação?”, disse Bailey. “Eles estão tentando fazer julgamentos o tempo todo.” Fonte: Dow Jones Newswires.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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