Boeing tem prejuízo maior do que esperado, mas fluxo de caixa aumenta

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A Boeing registrou prejuízo líquido de US$ 428 milhões no segundo trimestre de 2026, redução de 30% em relação à perda de US$ 612 milhões registrada um ano antes. O prejuízo por ação foi de US$ 0,76, ante perda de US$ 1,24 por ação no segundo trimestre de 2025. Analistas consultados pela FactSet esperavam perda menor, de US$ 0,28 por ação.

A receita cresceu 8%, para US$ 24,56 bilhões, levemente acima das projeções de US$ 24,26 bilhões, impulsionada pelo aumento das entregas de aeronaves comerciais.

A companhia informou fluxo de caixa operacional de US$ 1,36 bilhão, ante US$ 227 milhões um ano antes, e fluxo de caixa livre positivo de US$ 631 milhões, revertendo a saída de US$ 200 milhões registrada no segundo trimestre de 2025.

A carteira de pedidos atingiu um recorde de US$ 715 bilhões, incluindo mais de 6.200 aviões comerciais. A divisão de aviões comerciais elevou a receita em 8%, para US$ 11,75 bilhões, com 171 entregas, ante 150 um ano antes.

Na divisão de Defesa, Espaço e Segurança, a receita avançou 13%, para US$ 7,48 bilhões, mas o segmento registrou prejuízo operacional de US$ 15 milhões, impactado por US$ 280 milhões em perdas no programa VC-25B, destinado ao novo Air Force One, em razão de investimentos adicionais em produção e certificação.

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Estadão

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