Bolsas da Europa fecham em alta robusta com vitória democrata nos EUA e impulso de bancos

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As bolsas europeias fecharam em alta robusta nesta quarta-feira, 4, em repercussão à vitória dos democratas na Câmara e no Senado dos EUA, um quadro que pode remodelar a condução da política externa do presidente norte-americano, Donald Trump. A Europa tem saído prejudicada por muitas das medidas externas do mandatário. O setor bancário registrou um desempenho particularmente positivo.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 1,79%, a 10.829,21 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 2,38%, a 26.479,33 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 1,96%, a 8.177,89 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 2,18%, a 51.031,02 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 3,2%, a 19.409,10 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve alta de 1,82%, a 9.391,57 pontos. As cotações são preliminares.

Analistas afirmam que a política norte-americana, ainda que não seja um fator de ajuda direta para a Europa, pode se tornar “um pouco menos problemática” para o continente, com um Congresso de maioria democrata atuando como contrapeso a Trump.

Os bancos, sensíveis ao desempenho econômico europeu, reverteram perdas recentes e saltaram na sessão desta quarta. O britânico Barclays subiu 3,9%, o italiano UniCredit avançou 5,4% e o francês BNP Paribas teve alta de 4,9%.

As ações de empresas ligadas à energia limpa também subiram como a Vestas e a Orsted avançaram 2,9% e 4,6%, respectivamente. Elas vinham sendo pressionados por políticas associadas ao governo Trump.

As expectativas também se concentram nos próximos passos de Trump na guerra contra o Irã. Se ele abandonar o conflito, a queda nos preços da energia poderia oferecer um alívio à economia europeia. Os papéis de energia acompanharam o declínio do petróleo, e a BP cedeu 2,6%. O setor de defesa também perdeu força: a BAE Systems caiu 3,5% e a Thales teve queda de 2,2%.

A possibilidade de o tema da inteligência artificial (IA) passar por um escrutínio mais intenso com a maioria democrata nas Casas, por outro lado, refletiu nas ações de tecnologia. No setor de semicondutores, a gigante holandesa ASML recuou 3,9% e sua concorrente de menor porte ASM International cedeu 5,5%.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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Estadão

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