Bolsas da Europa fecham em queda e estendem perdas com incertezas sobre Oriente Médio

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As bolsas europeias fecharam em forte queda nesta terça-feira, 3, estendendo as perdas registradas na última sessão, enquanto investidores mantêm cautela e aversão a risco por temores de que o conflito no Oriente Médio seja prolongado. O ambiente de incerteza geopolítica fazia o mercado recalibrar as apostas da trajetória de juros do Banco Central Europeu (BCE).

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 3,04%, a 10.452,50 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 3,59%, a 23.753,02 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 3,46%, a 8.103,84 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 3,92%, a 44.468,46 pontos. Em Madri, o Ibex 35 caiu 4,41%, a 17.087,40 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 caiu 4,24%, a 8.878,86 pontos. As cotações são preliminares.

Nesta terça-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que “é tarde demais” para o Irã buscar um diálogo com Washington, apesar de ter alegado que os iranianos o procuraram após a sequência de ofensivas. O republicano disse que os elevados estoques de munições permitem aos americanos travarem guerras “para sempre”.

O Swissquote Bank ressalta que a incerteza tem aumentado, não diminuído, e que “volatilidade é o nome do jogo”.

O cenário propiciou uma aversão geral a ativos de risco, incluindo em setores que, na segunda-feira, tiveram ganhos, como o de energia e defesa. Na divisão do Stoxx 600, ambos tiveram quedas de 2,2% e 3,5%, respectivamente, enquanto o de recursos básicos tombou 4,1% em linha com metais básicos e preciosos. O subíndice bancário caiu 5,1%.

O presidente do BC da Grécia, Yannis Stournaras, defendeu que, diante dos desdobramentos no Oriente Médio, o BCE deve se manter flexível sobre a definição das taxas de juros, enquanto a ministra das Finanças do Reino Unido, Rachel Reeves, alertou que a situação torna o mundo “ainda mais incerto”, com crescimento britânico previsto para ser mais lento em 2026.

O mercado estima em 50% a probabilidade de o BCE aumentar os juros em 0,25 ponto porcentual neste ano, enquanto os traders passaram a precificar chance de 50% de um corte nos juros pelo o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), abaixo dos 80% vistos anteriormente.

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Estadão

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