Bolsas da Europa fecham na maioria em alta, apesar de cautela com conversas entre EUA e Irã

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira, 10, apesar de certa cautela diante das expectativas em torno das negociações entre EUA e Irã no fim de semana. O ambiente geopolítico seguiu no radar, em meio à fragilidade do cessar-fogo no Oriente Médio.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,03%, a 10.600,53 pontos. Na semana, subiu 1,57%. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,20%, a 23.855,19 pontos, com alta semanal de 2,97%. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,17%, a 8.259,60 pontos, com desempenho positivo de 3,73% na semana. Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,59%, a 47.609,36 pontos, subindo 4,35% na comparação semanal. Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,68%, a 18.227,60 pontos – com avanço de 3,83% na semana. Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 0,28%, a 9.458,20 pontos. Na variação semanal, subiu 0,95%. As cotações são preliminares.

A inflação da Alemanha acelerou a 2,7% em março, confirmando leitura preliminar, com pressão de energia. Para o ING, o foco segue na persistência das expectativas de aperto monetário pelo Banco Central Europeu (BCE), enquanto a Société Générale avalia que a incerteza geopolítica limita maior compressão dos spreads de títulos.

No cenário geopolítico, a Tickmill destacou um “otimismo cauteloso” com as negociações entre EUA e Irã, enquanto o BNP Paribas alertou para riscos ainda elevados sob a trégua frágil.

Entre ações, o setor de defesa liderou as perdas de olho nas conversas EUA-Irã e em meio a sinais de possível avanço em negociações entre Ucrânia e Rússia. Rheinmetall caiu cerca de 6%, enquanto Renk e Hensoldt recuaram perto de 3,8% e 5,7%, respectivamente. BAE Systems (-2,9%) e Saab (-1,9%) também cederam.

No noticiário corporativo, a Porsche inverteu sinal ao longo do dia e conseguiu subir cerca de 2,2%, mesmo após reportar queda de 15% nas entregas trimestrais, enquanto bancos ficaram no radar com a disputa pelo Addiko (+11,8%), após oferta superior do NLB (+1,2%).

*Com informações da Dow Jones Newswires

PUBLICIDADE
Estadão

Todas as notícias de Londrina, do Paraná, do Brasil e do mundo.