Bolsas da Europa fecham sem dirteção única com ameaça de Trump e desdobramentos em Ormuz
As bolsas europeias fecharam sem direção única nesta quinta-feira, 2, com os mercados se ajustando à possibilidade de escalada da guerra no Oriente Médio e possível prolongação do conflito – após o presidente dos EUA, Donald Trump, prometer atacar o Irã com “extrema força” nas próximas semanas – , ao mesmo tempo em que surgem novos sinais de que Teerã trabalha com o Omã em um plano de navegação para o Estreito de Ormuz.
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,69%, a 10.436,29 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,79%, a 23.114,07 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,24%, a 7.962,39 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,20%, a 45.624,94 pontos. Em Madri, o Ibex 35 teve queda de 0,21%, a 17.544,03 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 subiu 0,75%, a 9.369,63 pontos. O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 0,29%, a 595,98 pontos. As cotações são preliminares.
Segundo o CEO do deVere Group, Nigel Green, os mercados estavam precificando um conflito mais curto e contido, mas o que ouviram de Trump é muito menos definitivo. O cientista político americano e presidente da Eurasia, Ian Bremmer, avalia que o discurso de Trump “não foi, de forma alguma, o que os mercados esperavam.
Entre as maiores baixas da sessão, o subíndice de tecnologia do Stoxx 600 amargou queda de 3,47%, enquanto o setor de mineração caiu 2,05%, acompanhando o movimento dos metais preciosos e básicos.
Na ponta positiva, ações de energia europeias foram negociadas em alta após os preços do petróleo dispararem. Em Londres, a BP e Shell ajudaram o índice FTSE 100 a subir, com avanços de 2,86% e 2,89%, respectivamente. A TotalEnergies, ganhou 2,59% em Paris e a Repsol subiu 3,77% em Madri.

