Bolsas da Europa moderam queda com perda de ímpeto do Brent depois de beirar US$ 100
Por Patricia Lara*
São Paulo, 08/09/2026 – As bolsas europeias recuam, ainda que se movimentem com volatilidade e tenham saído das mínimas da manhã, depois de uma certa moderação da alta do petróleo. O Brent chegou a beirar US$ 100 o barril mais cedo, mas perdeu o ímpeto, em meio a repercussões de ataques da milícia Houthi a instalações de energia da Arábia Saudita.
Por volta das 7h25 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 cedia 0,2%, a 648,81 pontos. No mesmo horário, a Bolsa de Londres tinha variação de -0,01%. A Bolsa de Frankfurt cedia 0,22% e a de Paris perdia 0,09%. Milão tinha baixa de 0,22%. Madri cedia 0,4% e Lisboa subia 0,6%.
Perto do horário acima, o petróleo Brent para novembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), avançava 1,44%, a US$ 98,44 por barril.
O setor farmacêutico está em foco, após o mais recente fracasso da Novartis em um ensaio clínico levar as ações da empresa farmacêutica a um tombo de 9,3% na Bolsa de Zurique. O resultado sugere que a empresa pode precisar realizar mais acordos para concretizar sua ambição de crescimento constante para além de 2030, afirmam analistas da Jefferies em um relatório. A farmacêutica suíça manteve sua projeção de vendas para o período de 2025 a 2030, ao mesmo tempo em que informou que o del-desiran, seu medicamento para doenças neuromusculares, não atingiu o objetivo principal em um estudo de estágio avançado. No entanto, não houve comentários sobre a meta de crescimento na casa dos 5% ao ano.
As ações do Unicredit cediam 0,5% em Milão. O banco comprou uma fatia minoritária na fintech alemão VC Trade, como parte de uma estratégia para expandir as capacidades digitais do banco no mercado de capitais, especificamente em transações de dívida privada, segundo a Bloomberg.
O banco informou ainda que o Banco Central Europeu (BCE) aprovou a aplicação da metodologia do Compromisso Dinamarquês no cálculo dos índices de capital consolidado do Grupo. A partir do relatório do 3º trimestre de 2026, as participações em seguros poderão ser tratadas por meio de ponderação de risco, em vez de serem deduzidas do capital regulamentar.
Contato: patricia.andrioli@estadao.com
* Com informações da Dow Jones Newswires
