Bolsas de NY fecham em alta e renovam recordes apesar de manutenção de tensões no Oriente Médio
As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta terça-feira, 5, em meio aos desdobramentos no Oriente Médio que pressionaram os preços do petróleo. O mercado de ações continua acompanhando os resultados corporativos, dando destaque às empresas de tecnologia. Na sessão, o S&P 500 e o Nasdaq renovaram recordes de máxima e de fechamento.
O Dow Jones fechou em alta de 0,73%, aos 49.298,25 pontos, enquanto o S&P 500 subiu 0,81%, aos 7.259,22 pontos, após atingir a máxima de 7.273,26 durante o dia. Já o Nasdaq avançou 1,03%, aos 25.326,13 pontos, depois de chegar a 25.361,05 na sessão.
Contribuindo para a sensação de incerteza no Oriente Médio, o Irã negou a responsabilidade pelos ataques nos Emirados Árabes Unidos, mas reforçou a ameaça de resposta “contundente” à qualquer ação militar em seu território. Mais cedo, o presidente Masoud Pezeshkian afirmou que as demandas dos Estados Unidos são “impossíveis e inalcançáveis”, enquanto os EUA reforçaram que a trégua continua vigente. Em meio ao cenário, o petróleo registrou queda forte.
Dentre as ações que mais se movimentaram nesta terça, a Palantir caiu 6,93%, apesar de superar as expectativas do mercado em seu balanço corporativo. Também em reação aos resultados, o Duolingo recuou 5,62% e o Paypal, 7,76%, enquanto o Pinterest avançou 6,86%. Divulgam os ganhos nesta terça após o fechamento dos mercados o Super Micro Computer, que caiu 0,32%, e a Advanced Micro Devices (AMD), que avançou 4,02%.
A Intel saltou 12,95% após relatos de que está sendo considerada – juntamente com a Samsung Eletronics, da Coreia do Sul – para produzir os processadores dos dispositivos da Apple (+2,66%) nos EUA.
Já ações da Coinbase recuaram 2,58% após o CEO Brian Armstrong afirmar que a empresa vai diminuir o quadro de funcionários em 14% devido à queda do mercado de criptoativos e ao uso de inteligência artificial (IA).
No noticiário doméstico, a Securities and Exchange Commission (SEC, a CVM dos Estados Unidos) propôs uma emenda para permitir que as empresas de capital aberto possam fazer a divulgação semestral de seus resultados, e não mais a cada três meses.
*Com informações de Dow Jones Newswires

