Bolsas de NY fecham perto da estabilidade, com mudanças no Fed no radar, em véspera de feriado

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As bolsas de Nova York fecharam perto da estabilidade nesta sexta-feira, 16, em uma sessão limitada em indicadores e que antecipa o feriado de Martin Luther King, na próxima segunda-feira nos Estados Unidos. A sucessão no Federal Reserve (Fed) concentrou holofotes, com novas sinalizações do presidente Donald Trump sobre sua futura indicação. Entre os setores, semicondutores se destacaram pelo segundo dia consecutivo, após acordo EUA-Taiwan.

O Dow Jones caiu 0,17%, aos 49.359,33 pontos, enquanto o S&P 500 encerrou com baixa de 0,06% aos 6.940,01 pontos e o Nasdaq teve queda de 0,06%, aos 23.515,39 pontos. Na semana, houve queda de 0,29%, 0,38% e 0,66%, respectivamente.

Trump sinalizou que pode manter o diretor do Conselho Econômico Nacional (NEC, na sigla em inglês) da Casa Branca, Kevin Hassett, no cargo atual, em meio às especulações sobre uma possível indicação à presidência do Fed pelo republicano. Após as declarações, os mercados de predições passaram a precificar uma mudança de cenário para o comando do Fed, com favoritismo do ex-diretor Kevin Warsh.

No fim da primeira semana da temporada de balanços, há otimismo em Wall Street. O lucro líquido combinado de JPMorgan Chase, Bank of America, Wells Fargo, Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citi alcançou quase US$ 37,5 bilhões no quarto trimestre do ano passado, cifra 1,5% maior que os cerca de US$ 36,6 bilhões registrados um ano antes.

As ações da Riot Platforms avançaram 16,06%, depois que a empresa anunciou um contrato de 10 anos para locação de data center com a Advanced Micro Devices (AMD), que subiu 1,72%. Ainda no setor de chips, o acordo comercial firmado entre Taiwan e os EUA e os lucros robusto da Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) fortalecem o otimismo de que a ilha autônoma registrará mais um ano de rápido crescimento do PIB em 2026, na avaliação da Capital Economics.

O ADR da Novo Nordisk saltou 9,14% em repercussão às informações da farmacêutica sobre seu medicamento Wegovy, utilizado para a perda de peso. A injeção foi aprovada em dose mais alta no Reino Unido, em decisão que, segundo analistas, amplia as expectativas de vendas. Para a Berenberg, somente a pílula do Wegovy lançada neste ano deve gerar vendas de US$ 1 bilhão em 2025.

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Estadão

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