Bolsas de NY fecham sem sinal único, com ponderações sobre IA e expectativa por payroll
As bolsas de Nova York fecharam sem sinal único, mas com o Dow Jones renovando recordes. As perspectivas para os desdobramentos da inteligência artificial (IA) para as empresas seguem no radar, enquanto a temporada de balanços caminha para o final. O mercado se prepara ainda para receber os primeiros dados de payroll do ano de 2026, em meio a atraso de uma semana após paralisação parcial do governo americano.
O Dow Jones fechou em alta de 0,10%, aos 50.188,14 pontos, depois de atingir 50.512,79 pontos na máxima intraday. Já o S&P 500 encerrou com baixa de 0,33% aos 6.941,81 pontos e o Nasdaq caiu 0,59%, aos 23.102,47 pontos.
As corretoras Charles Schwab (-7,42%) e Raymond James (-8,75%) tombaram, refletindo perdas do setor sob nova pressão ligada à IA. Segundo o Financial Times, os papéis sofrem com a liquidação de empresas tradicionais de serviços financeiros após a fintech Altruist anunciar o lançamento de uma ferramenta de planejamento de impostos com a plataforma de IA Hazel. Entre bancos, o Morgan Stanley e o Wells Fargo eram os mais penalizados, em queda de 2,45% e 2,85% cada.
“Provavelmente é cedo demais para dizer que o investimento em IA é excessivo. E mesmo que fosse, o mercado provavelmente conseguiria suportá-lo”, avalia a Capital Economics. “Nossa previsão para o S&P 500 no final de 2026 é de 8 mil pontos, significativamente acima do nível atual, elevando a avaliação do mercado a nível sustentável no médio prazo. Se isso acontecer, 2027 poderá ser um ano mais difícil”, projeta.
Para janeiro, analistas esperam a criação de 67 mil postos, de acordo com a mediana de 25 projeções compiladas pelo Projeções Broadcast. Em dezembro, foram abertas 50 mil vagas líquidas.
As ações do Spotify negociadas na Nyse saltaram 14,75% após seus resultados trimestrais superarem as expectativas de Wall Street com o aumento dos usuários premium. Os papéis da On Semiconductor subiram 3,50%, mesmo após a empresa de chips não alcançar as projeções do mercado. Já a Coca-Cola teve queda de 1,49% também após resultados trimestrais.

