Bolsas de NY fecham sem sinal único, com recuo no setor de chips e avanços no de defesa

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As bolsas de Nova York fecharam sem sinal único nesta quinta-feira, 8, em uma sessão na qual as ações de tecnologia, especialmente ligadas a chips operaram em queda, pressionando o Nasdaq, enquanto papéis do setor de defesa tiveram ganhos. Os planos de aumento de gastos militares do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tendem a favorecer este segmento, ainda que temores pela sustentabilidade da dívida norte-americana. As atenções se voltaram ainda para os indicadores, na véspera da divulgação do payroll.

O Dow Jones subiu 0,55%, aos 49.266,11 pontos, enquanto o S&P 500 encerrou com alta de 0,01%, aos 6.921,46 pontos e o Nasdaq teve queda de 0,44%, aos 23.480,02 pontos.

Para dezembro, os analistas esperam a criação de 60 mil empregos no mês nos EUA, de acordo com a mediana de 25 projeções compiladas pelo Projeções Broadcast, entre estimativas que vão de 23 mil a 155 mil. Em novembro, foram abertas 64 mil vagas líquidas. O número de pedidos de auxílio-desemprego subiu 8 mil, resultado ficou em linha com a expectativa de analistas.

No noticiário, a Reuters divulgou que a Nvidia tem exigido pagamento integral antecipado de clientes chineses que comprarem seus chips de inteligência artificial (IA) H200, como forma de se proteger de incertezas sobre a aprovação por Pequim, dos embarques. Empresas do setor recuaram em bloco. Nvidia caiu 2,21%, Western Digital cedeu 6,10%, Seagate tombou de 7,72% e a Mícron perdeu 3,69%, enquanto Oracle teve queda de 1,64%.

No campo oposto, os papéis do segmento de defesa subiram, como os da Lockheed Martin, que ganhou 4,37% e os da Northrop Grumman, com alta de 2,35%.

Já a Critical Metals, que explora metais raros como tântalo, nióbio e gálio no sul da Groenlândia, teve uma valorização de 108% neste ano, mas caiu 2,04% nesta quinta.

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Estadão

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