Brasil reencontra a Austrália em busca da primeira vitória do novo ciclo de Ancelotti

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Depois de empatar com a Austrália no primeiro amistoso pós-Copa do Mundo, a seleção brasileira reencontra os rivais da Oceania para tentar apagar a má impressão deixada no primeiro encontro, que terminou em 1 a 1, com gol no apagar das luzes de Rayan. A bola rola neste terça-feira, dia 29, às 7 horas (horário de Brasília), em Brisbane.

O primeiro compromisso nesta Data Fifa foi considerado uma decepção. Entre os titulares, o técnico Carlo Ancelotti fez poucas mudanças em relação a jogadores que disputaram o Mundial. Resultado: a seleção não conseguiu se impor diante de um rival ‘mais fraco’ e passou ainda a colecionar marcas negativas. Além da frustrante igualdade e do desempenho abaixo do esperado, o Brasil também deixou o Top 5 do ranking da Fifa, perdendo espaço para Marrocos.

Agora, a Austrália está mais uma vez no caminho da equipe brasileira, que precisa mostrar algo de novo à crítica e aos torcedores. Tendo escolhido rivais mais fracos historicamente (depois, enfrentará a Índia), o Brasil agora está numa encruzilhada de precisar vencer e convencer para resgatar a esperança de, em 2030, fazer uma campanha melhor do que foi em 2026.

Porém, para Ancelotti, o resultado não reflete necessariamente como algo ruim. “Não é um sabor de derrota porque foi um empate, acho que a equipe podia ganhar, tivemos oportunidades”, avaliou o treinador após a partida.

“Foi um empate merecido no final, temos que ser pacientes porque são testes que temos que fazer dar oportunidades aos jogadores que jogam menos”, acrescentou o italiano.

Dos 26 jogadores chamados por Ancelotti nesta convocação, nove são estreantes e 11 atuam no futebol brasileiro, como Hugo Souza e Matheuzinho, que foram titulares no primeiro confronto, mas devem ir para o banco no segundo. Os veteranos Marquinhos e Douglas Santos também devem ir para a reserva, para dar lugares a Otávio, Vanderson, Jair, Gabriel Magalhães e Mauro Júnior.

Se na defesa Ancelotti mexeu bastante, o ataque deve ser quase o mesmo. Vini Jr e Raphinha permanecem entre os 11 iniciais, enquanto os ex-palmeirense Endrick e Estêvão podem dar lugares a Rayan, ‘herói’ do último empate, e Gabriel Bontempo, do Santos. A única diferença é em relação ao jogador do Barcelona, que deverá atuar como centroavante, não mais como beirada.

Os meias Andrey Santos, do Manchester United, Breno Bidon, do Corinthians, e Martinelli, do Fluminense, também foram testados nos treinos para o segundo amistoso e devem ganhar minutos com o técnico italiano.

RETROSPECTO

Antes do empate da última sexta-feira, dia 25, o Brasil sempre se sobressaiu com certa ‘tranquilidade’ sobre a Austrália. Em 2017, o time nacional venceu por 4 a 0, enquanto que em 2013 o placar foi ainda mais elástico: 6 a 0. As duas partidas foram em amistosos. Em 2006, na Copa do Mundo da Alemanha, na 2ª rodada da fase de grupos, vitória brasileira por 2 a 0.

FICHA TÉCNICA

AUSTRÁLIA x BRASIL

AUSTRÁLIA – Beach; Circati, Souttar e Herrington; Italiano, Irvine, Okon-Engstler e Behich; Metcalfe e Irankunda; Yengi. Técnico: Tony Popovich.

BRASIL – Otávio; Vanderson, Jair, Gabriel Magalhães e Mauro Júnior; Andrey Santos, Breno Bidon e Martinelli; Vini Jr, Rayan e Raphinha. Técnico: Carlo Ancelotti.

DATA – 29/09/2026.

HORÁRIO – 7 horas (horário de Brasília).

LOCAL – Brisbane Stadium (AUS).

ONDE ASSISTIR – SporTV.

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Estadão

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