Bravo Mining, do Canadá, anuncia compra do projeto Canaã Copper em Carajás
A canadense Bravo Mining Corp. anunciou a aquisição do projeto Canaã Copper, em Carajás, no Pará. Os valores não foram informados. Segundo o comunicado, o Canaã Copper fica na porção sudeste da Província Mineral de Carajás, perto da cidade de Canaã dos Carajás, e foi incorporado após avaliação de oportunidades de exploração para projetos do tipo iron oxide copper gold (IOCG) pela divisão de exploração de cobre e ouro da empresa.
De acordo com a Bravo, a compra garante 100% de participação em uma área de 6.185 hectares no distrito de Canaã, perto da mina Sossego e do depósito Cristalino, ambos de cobre e ouro, da Vale.
A empresa afirma que a iniciativa está alinhada à estratégia de formar um portfólio de oportunidades de cobre e ouro em Carajás, em paralelo ao avanço do projeto Luanga, descrito como “flagship” (carro-chefe) e em estágio de estudo de pré-viabilidade.
O comunicado destaca dois prospectos com perfurações em Tapuia e Gueroba, realizadas pela OZ Minerals entre 2019 e 2024.
Segundo a empresa, as perfurações (27 furos, 5.009 metros) interceptaram mineralização de cobre e ouro em estilo IOCG, com exemplos como 28,45 metros a 2,43% de cobre e 0,78 gramas por tonelada (g/t) de ouro em Tapuia, além de intervalos em Gueroba, como 15,85 metros a 1,74% de cobre e 0,14 g/t de ouro.
A Bravo também informou que recebeu um conjunto histórico de dados que está em validação, incluindo 2.287 amostras de solo, 460 quilômetros lineares de levantamentos geofísicos aéreos, levantamentos geofísicos em solo e acesso a testemunhos de sondagem e polpas de amostras.
O texto aponta que a perfuração histórica é espaçada, com 100 metros entre seções, e que uma malha mais fechada pode contribuir para definir melhor geometria, continuidade e controles da mineralização.
No plano inicial, a empresa prevê um programa de perfuração de 8.400 metros em Tapuia e Gueroba. A primeira etapa, segundo o comunicado, deve concentrar cerca de 5.300 metros em Tapuia, em uma malha de 50 m × 50 m, com perfurações de infill e step-out, seguida de aproximadamente 3.100 metros em Gueroba. A Bravo afirma que o objetivo é sustentar uma potencial primeira estimativa de recursos minerais no padrão NI 43-101.
Além dos alvos de cobre e ouro, o comunicado menciona potencial adicional de níquel e cobre em Campo Grande, com referência a interceptações históricas de cobre e níquel associadas a rochas máficas-ultramáficas.
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado