BRB esclarece que ativos do Will Bank foram transferidos como compensação à carteira do Master

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O Banco de Brasília informou, em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que o Banco Master transferiu carteiras ao BRB como compensação pelas carteiras podres vendidas à instituição, das quais parte dos ativos foram originados pelo Will Bank. “Esses ativos encontram-se atualmente em processo de avaliação (valuation), a fim de que o BRB possa verificar sua real condição e eventual adequação dos valores envolvidos”, diz o documento.

Segundo o BRB, as informações, que foram mencionadas na matéria do Estadão, do dia 21 de janeiro, baseiam-se em documentos externos e não refletem comunicações oficiais da companhia. “Até o momento, não há qualquer conclusão técnica ou documental que sustente as inferências apresentadas pelo veículo de imprensa.”

O BRB esclareceu, ainda, notícia veiculada em 24 de janeiro pelo jornal O Diário do Pará, sob o título “BRB controla oito fundos ligados ao Banco Master”. Segundo o banco, a matéria afirma que determinados fundos sob gestão ou administração vinculada ao BRB teriam investimentos relacionados a pessoas associadas a Daniel Vorcaro, bem como operações cujo produto teria sido aplicado em CDBs emitidos pelo Banco Master.

“A companhia esclarece que recebeu fundos de investimento como dação em pagamento, com condições de cessão previstas contratualmente, sendo esses fundos administrados e geridos por empresas terceiras, cujas decisões de investimentos não foram realizadas pelo BRB”, diz o comunicado. “Esses fundos e seus respectivos ativos encontram-se em processo de validação técnica e avaliação (valuation), com o objetivo de assegurar precisão quanto à sua composição, valores e conformidade, mitigando qualquer dúvida ou questionamento do mercado.”

Segundo o banco, não há CDB do Banco Master com valores computados nos referidos fundos, e que se encontra em curso o processo de alteração do administrador e do gestor dos fundos de investimento. “O BRB permanece acompanhando a evolução das análises internas e eventuais verificações adicionais. Caso venha a ocorrer qualquer constatação que se enquadre como Fato Relevante, a companhia comunicará tempestivamente ao mercado, em estrita observância à regulamentação aplicável.”

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Estadão

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