BRB: Souza diz que não pode falar pelo GDF sobre uso de FPM e FPE como garantia de empréstimo

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O presidente do Banco de Brasília, Nelson Antônio de Souza, evitou nesta terça-feira, 9, comentar o uso de recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) como garantias para o empréstimo para resgatar o banco público.

“Não vou defender Estado A ou B, Distrito Federal, qualquer um que seja. A obrigação que tenho é salvar o BRB (…) Não posso falar pelo GDF, outras prefeituras”, declarou, durante audiência à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para explicar as operações entre o BRB e o Banco Master.

A declaração veio após a senadora Leila Barros (PDT-DF) questioná-lo sobre se o banco conseguirá arcar com o empréstimo e, em caso contrário, se o valor deverá ser arcado pelos fundos.

Souza argumentou que o uso dos fundos só virá em último caso. “Nós pegamos o setor privado, o Sistema Financeiro Nacional, que vai dar garantia desse empréstimo através dos bancos, dos grandes bancos, ao Fundo Garantidor de Crédito, que é privado, emprestando para o GDF (…) Se o GDF não pagar, usa-se FPE e FPM”, afirmou.

Na semana passada, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), enviou à Câmara Legislativa um projeto de lei que autoriza o DF a contrair um empréstimo com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para resgatar o Banco de Brasília (BRB). De acordo com o texto, recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) seriam usados para garantir essa fiança. Outras contragarantias também poderiam ser constituídas pelo DF.

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Estadão

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