Carlos Bolsonaro registra candidatura ao Senado e declara R$ 2,7 milhões ao TSE

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O ex-vereador do Rio de Janeiro (RJ) Carlos Bolsonaro (PL) declarou um patrimônio de R$ 2,7 milhões ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) concorre a uma vaga no Senado Federal por Santa Catarina após mudança de domicílio para o Estado que é um dos principais redutos eleitorais do pai.

O patrimônio declarado por Carlos Bolsonaro é composto majoritariamente por aplicações financeiras. O maior item da lista é uma rubrica de “Outras aplicações e Investimentos”, avaliada em R$ 1.953.289,05 – o equivalente a 70% do total. O montante depositado em conta corrente soma outros R$ 463.887,03.

Os quatro veículos declarados por Carlos Bolsonaro somam R$ 246.640,00: um Nissan Kicks (R$ 144.000,00), um HB20X (R$ 61.050,00), uma motocicleta MT03 (R$ 30.590,00) e uma Dafra City (R$ 11.000,00).

Completam a lista participações em duas empresas: a WF Advisory Ltda, de R$ 120.000,00 e a Bolsonaro Digital Ltda, avaliada em R$ 249,00.

Esta última, aparece nas declaração de Carlos desde 2020 com o mesmo valor. A empresa tem como sócios o ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Carlos, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e Rogéria Nantes, mãe dos três. Ela consta na Receita Federal como “inapta”, devido a “omissão de declarações”.

Diferentemente das declarações de 2016 e 2020, quando possuía três apartamentos no Rio de Janeiro (nos bairros de Copacabana, Tijuca e Centro) somando cerca de R$ 470 mil, Carlos Bolsonaro não declara nenhum imóvel em 2026 – cenário que já se repetia na declaração de 2024.

Também não constam mais na lista atual as ações de empresas americanas (como McDonald’s, 3M e Coca-Cola) e ativos como Bitcoin e contas em bancos dos Estados Unidos, que apareciam discriminados individualmente há dois anos.

Em dez anos, o patrimônio declarado por Carlos Bolsonaro cresceu 357%, saindo de R$ 608.805,33 em 2016 para os atuais R$ 2.784.065,08, em valores nominais. O salto mais expressivo ocorreu entre 2020 e 2024, quando o total declarado mais que triplicou (de R$ 591.659,46 para R$ 1.982.689,43), impulsionado pela entrada dos investimentos em renda fixa e ativos no exterior.

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Estadão

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