Carol Gattaz, lenda do vôlei brasileiro, anuncia aposentadoria aos 44 anos: ‘Chegou a hora’

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Multicampeã e medalhista olímpica, Carol Gattaz estava afastada das quadras há um ano devido a uma lesão no joelho, a segunda em dois anos. O tratamento não evoluiu conforme o esperado e a atleta optou por encerrar a carreira no vôlei. Seu último jogo e despedida das quadras será nesta terça-feira (24), em duelo válido pela Superliga Feminina de Vôlei 25/26, onde o Praia Clube, equipe da central, enfrentará o Tijuca em Uberlândia.

“Chegou a hora. Não era essa a notícia que queria estar dando, queria que minha recuperação estivesse dando certo, mas hoje essa é a decisão que é a melhor para ser tomada. Amanhã vai ser o meu último jogo como atleta profissional de voleibol. Infelizmente o meu joelho não evoluiu como eu gostaria, e eu não aguento mais sentir dor todos os dias. Continuar forçando a gente sabe que ia exigir de mim uma nova cirurgia e de qualquer forma não teria condições de voltar e jogar”, disse a central em suas redes.

Em março de 2023, a atleta sofreu sofreu a primeira grave lesão, com a ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) durante uma partida do Minas, clube em que atuava na época, contra o Sesc-Flamengo. Essa lesão a afastou das quadras por cerca de nove meses, voltando no dia 18 de dezembro em uma partida da Superliga entre Gerdau Minas e Brasília Vôlei. Com 41 anos na época, seguiu um cronograma rigoroso para conseguir disputar a temporada 2023/2024 e ser campeã.

Dois anos depois, em março de 2025, a central sofreu uma nova ruptura do LCA, desta vez no joelho esquerdo, enquanto defendia o Dentil Praia Clube contra o Abel Moda Vôlei. Além do ligamento cruzado, esta lesão também afetou o menisco e os ligamentos colaterais mediais. No início deste ano, Carol chegou a voltar aos treinos com bola, o que gerou muita expectativa por parte dos torcedores e da própria atleta, mas as dores foram mais fortes.

Em exclusiva ao Estadão em fevereiro a central afirmou a vontade de encerrar a carreira jogando. “Hoje eu penso só em voltar à quadra, até para devolver todo o apoio que o Dentil Praia me deu e me dá até hoje. E também para encerrar minha carreira da melhor maneira possível, porque eu não posso encerrar a carreira estando fora de quadra.”

Símbolo de longevidade, Carol enfrentou a frustração do corte das Olímpiadas de 2008 e a não convocação em 2012 e 2016 e foi chamada para integrar a seleção olímpica somente em 2021, quando estava prestes a completas 40 anos, com a prata se tornou a medalhista olímpica mais velha do Brasil.

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Estadão

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