Casa Branca: Leavitt reitera prazo de guerra e diz que negociações com Irã prosseguem bem
A secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou durante coletiva nesta segunda-feira, 30, que as negociações com o Irã estão progredindo bem e que os EUA observam que os “remanescentes” iranianos estão ansiosos para dialogar com Washington. Na ocasião, ela defendeu que “o que é declarado publicamente difere do que nos é transmitido em particular”.
“Qualquer informação que o Irã nos fornecer em privado será testada. O novo regime iraniano parece mais razoável em conversas privadas”, disse. “Os antigos líderes do Irã não estão mais no planeta Terra porque mentiram para os EUA”, acrescentou.
Leavitt, que reiterou a estimativa do Pentágono de uma guerra de duração entre 4 a 6 semanas, ressaltou que, após o fim do conflito, o regime de Teerã não será mais capaz de “ameaçar os EUA ou o Oriente Médio”. Ela também destacou a possibilidade do Irã realizar um acordo com Washington e abandonar as ambições nucleares, além do foco do presidente dos EUA, Donald Trump, em garantir os objetivos nas ofensivas no país persa.
A secretária citou que Trump deseja um acordo antes do prazo de 6 de abril e declarou que a melhor estratégia para Irã é concordar ou enfrentar as consequências, sem fornecer maiores detalhes. Ela disse que os iranianos concordaram com alguns pontos exigidos pelos EUA em negociações privadas.
“A operação no Irã está sendo bem sucedida, ocorre dentro do planejado e os EUA estão aumentando a influência sobre o país a cada ataque”, detalhou. De acordo com a secretária, a marinha iraniana não possui embarcações em operação. Ainda em relação ao conflito, Leavitt destacou que o presidente dos EUA se recusou a descartar operações terrestres no Irã e teria interesse em pedir aos países árabes que ajudassem a pagar os custos da guerra.
Sobre a situação no Estreito de Ormuz, ela destacou que Washington não apoia a cobrança de um “pedágio” por Teerã na navegação pela importante rota, mas que são esperados 20 navios-tanque em trânsito por Ormuz nos próximos dias.
Em relação a outros países, Leavitt destacou que é esperado que membros do gabinete de Trump viajem à China antes da visita do presidente americano para a capital chinesa, enquanto, sobre Cuba, ela citou que as decisões estão sendo tomadas caso a caso. “Os EUA permitiram que um navio-tanque russo abastecesse Cuba por razões humanitárias”, acrescentou.

