Cenário indefinido para as duas vagas de senador por São Paulo

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Se a eleição para o governo de São Paulo foi previsível, o mesmo não pode ser dito sobre a disputa pelas duas vagas ao Senado no Estado, que chega às urnas embolada entre quatro nomes que opõem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). De um lado, estão as ex-ministras do governo petista Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB); do outro, o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL), e o ex-secretário de Segurança Pública e deputado federal Guilherme Derrite (PP).

A campanha reuniu todos os ingredientes de uma disputa histórica: reviravoltas do começo ao fim – com a desistência de Ricardo Salles (Novo) a menos de uma semana da votação -, debates acalorados e um cenário de total imprevisibilidade. Entre especialistas, a avaliação é uma só: trata-se de uma disputa em que tudo pode acontecer, já que o eleitor costuma decidir seu voto apenas às vésperas do pleito.

A crise sem precedentes no Supremo Tribunal Federal (STF) deu ainda mais peso à disputa, pois cabe ao Senado abrir processos de impeachment e julgar os magistrados da Corte. Como mostrou o Estadão, os principais candidatos por São Paulo são favoráveis à abertura da investigação sobre os ministros. Embora não haja unanimidade, eles também concordam com mudanças em temas como idade mínima para integrar a Corte, mandato fixo para os ministros e a forma da indicação.

O xadrez da eleição paulista se desenhou com dois candidatos competitivos de cada lado. A pesquisa Atlas/Estadão divulgada no sábado, 3 apontou para uma disputa acirrada entre quatro candidatos que concorrem ao Senado por São Paulo. Derrite apareceu numericamente à frente, com 25,9% dos votos válidos. Prado figurou com 24,2%. Tebet e Marina registraram 22,2% e 21,5%, respectivamente.

MOVIMENTAÇÃO

Com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) inelegível, Tarcísio movimentou as peças para levar à disputa André do Prado. Para completar a chapa, ele escolheu Derrite, que integrou o secretariado de sua gestão.

A formação da chapa de Lula, por sua vez, demandou uma costura mais complexa, a começar pela mudança de domicílio de Simone Tebet, ex-ministra do Planejamento, de Mato Grosso do Sul para São Paulo e sua posterior saída do MDB.

A outra vaga foi costurada com o convencimento do ex-ministro do Empreendedorismo, Márcio França, a abrir mão de concorrer ao Senado em favor de Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente do governo Lula.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Estadão

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