China critica veto dos EUA à DeepSeek e promete defender empresas chinesas
A China criticou nesta terça-feira, 20, a decisão dos Estados Unidos de proibir agências federais civis de utilizar ferramentas de inteligência artificial (IA) da DeepSeek, startup chinesa, e prometeu defender os interesses legítimos de suas empresas. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês Mao Ning afirmou que Pequim se opõe à “ampliação excessiva do conceito de segurança nacional” e à politização de questões tecnológicas, econômicas e comerciais.
A reação ocorre após o Departamento de Segurança Interna dos EUA determinar a remoção de produtos da DeepSeek e de serviços de terceiros desenvolvidos com a tecnologia da empresa dos sistemas de TI de órgãos civis federais. A ordem, datada de julho e divulgada na segunda-feira, também impede novas contratações dos serviços.
Segundo o aviso publicado no Federal Register, o diário oficial dos EUA, os modelos da DeepSeek apresentam “múltiplos vetores de ameaça”, diante da localização de servidores na China e da possibilidade de autoridades chinesas acessarem infraestrutura privada e dados sensíveis norte-americanos.
A decisão amplia tensões na disputa tecnológica entre Washington e Pequim, que também envolve restrições americanas ao acesso chinês a semicondutores avançados de IA. Os presidentes Donald Trump e Xi Jinping têm encontro previsto para novembro, à margem da cúpula da Apec, na China, com a IA entre os temas esperados para a agenda.