China: PBoC diz que não precisa desvalorizar yuan e rejeita acusações de manipulação

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O Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) afirmou que não precisa desvalorizar o yuan para obter vantagem comercial e que nunca recorreu à desvalorização competitiva para impulsionar exportações. Em comunicado divulgado nesta quinta-feira, 8, o BC chinês também declarou não considerar a moeda subvalorizada e classificou como equivocadas as interpretações que apontam o contrário.

Segundo o PBoC, o yuan opera sob um regime de flutuação administrada, determinado pela oferta e demanda, com referência a uma cesta de moedas, e tem exibido maior flexibilidade, com oscilações em ambas as direções, ao longo das últimas décadas. A autoridade monetária acrescentou que não busca um nível específico para a taxa de câmbio e que reduziu intervenções regulares no mercado desde 2017, recorrendo a instrumentos macroprudenciais para conter movimentos desordenados em períodos de choque.

O PBoC argumentou que o desempenho comercial da China decorre do aumento da competitividade industrial e de mudanças estruturais na pauta exportadora, e não de um câmbio mais fraco. A instituição afirmou que ciclos anteriores de apreciação do yuan não impediram o avanço da participação chinesa nas exportações globais e que episódios de depreciação não aceleraram esse crescimento.

O banco central também contestou alegações de subvalorização baseadas em modelos internacionais, ao afirmar que não existe uma metodologia amplamente aceita para estimar um nível de equilíbrio do câmbio e que resultados específicos, como os de avaliações externas, estariam sendo interpretados e usados de forma indevida. O PBoC acrescentou que desequilíbrios globais têm múltiplas causas – incluindo características do sistema monetário internacional e déficits fiscais elevados em alguns países – e que atribuí-los ao câmbio de terceiros equivale a transferir responsabilidades.

Por fim, o PBoC destacou que o mercado cambial do yuan tem volume diário elevado demais para ser manipulado e reiterou o compromisso com reformas orientadas ao mercado e com maior transparência de dados, incluindo a intenção de começar a relatar informações sobre operações cambiais ao FMI em 2027.

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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Estadão

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