Colômbia vai às urnas neste domingo para eleger Congresso e definir candidatos presidenciais

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Os colombianos vão às urnas neste domingo, 08, para renovar o Congresso e afunilar o leque de aspirantes ao cargo mais alto do país. Mais de três mil candidatos disputam as 102 cadeiras disponíveis no Senado e as 183 na Câmara dos Representantes, em um pleito com 41,2 milhões de eleitores habilitados.

O novo Congresso deverá governar com o sucessor de Gustavo Petro, sem possibilidade de reeleição, após uma tensa relação com o Legislativo que fez contrapeso e não aprovou todas as suas reformas sociais.

O partido político de Petro, Pacto Histórico, aposta em aumentar suas cadeiras no Congresso para conseguir maioria e alavancar as reformas pendentes e o pedido de realizar uma Assembleia Constituinte para modificar a carta magna, que ainda está em gestação e que precisaria do aval do Parlamento.

Enquanto isso, a direita, que é oposição, busca voltar a ser uma das forças mais relevantes no Legislativo. O Centro Democrático, principal partido opositor, está impulsionado pelo influente ex-presidente Álvaro Uribe Vélez (2002-2010), que se lançou como candidato ao Senado.

As “primárias”

Os colombianos poderão votar nas consultas interpartidárias, que somam 16 candidatos de três correntes políticas: centro, centro-esquerda e direita. Os três candidatos que vencerem em cada uma delas deverão ir direto para o primeiro turno presidencial previsto para 31 de maio.

Os candidatos encontraram na figura das consultas uma forma de medir seu potencial eleitoral antes de chegar ao primeiro turno. Há quatro anos, Petro participou e venceu na consulta da esquerda competindo com Francia Márquez, que depois se tornou sua vice-presidente.

No entanto, nas consultas atuais não participam os dois postulantes, que até agora as pesquisas mostram como líderes: o esquerdista Iván Cepeda, do partido de Petro, e o ultradireitista Abelardo de la Espriella.

“As consultas podem ser um sucesso ou um fracasso. Ganhar uma consulta não necessariamente dá viabilidade a quem a vence; o que dá viabilidade é mostrar que tem um músculo eleitoral que lhe permita competir com os líderes que não participaram delas”, assegurou à Associated Press o analista político Gabriel Cifuentes.

Ele acrescentou que, após a votação de domingo, começará uma segunda fase da campanha presidencial na qual estarão definidos os candidatos ao primeiro turno e, no caso dos vencedores das consultas, se saberá com que potencial eleitoral contam.

Na consulta de centro-esquerda participam dois candidatos afins a Petro, entre eles o ex-embaixador no Reino Unido, Roy Barreras.

Na do centro competem Claudia López, ex-prefeita de Bogotá, e Leonardo Huerta, um advogado pouco conhecido.

Enquanto que pela direita se medem nove candidatos, incluindo Paloma Valencia, a postulante do principal partido de oposição.

A jornada eleitoral é custodiada em todo o país por mais de 126 mil em efetivos da força pública. As fronteiras permanecem fechadas e foi proibido o consumo de bebidas alcoólicas.

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Estadão

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