Concorrente de CR7 quer ser titular de Portugal e dá recado: ‘Se alguém deve jogar, sou eu’

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O atacante Gonçalo Ramos, do Milan, está disposto a ficar com uma vaga no ataque da seleção de Portugal diante da polêmica saída de Cristiano Ronaldo da equipe nacional. O jogador, que deixou a sua marca nas redes adversárias nas três partidas que disputou, pleiteou um lugar entre os titulares do técnico Jorge Jesus.

“Passei uma clara mensagem de que, se há alguém que deve jogar, ou andar na luta para jogar, sou eu. Acho que o mister e o país inteiro conseguem perceber isso”, afirmou o atleta do clube italiano em entrevista ao Canal 11, de Portugal, nesta quarta-feira.

Na conversa, ele deixou claro que a “titularidade é um objetivo”, e não se opôs a uma possível volta de Cristiano Ronaldo ao elenco principal. Em seu discurso, ele disse que a volta do astro de 41 anos não implicaria necessariamente a barração de CR7.

“Respeitando o estilo de jogo do Cris, eu acho que, muitas vezes, poderíamos jogar juntos. Poderíamos estar a recompensar a boa forma, os meus gols, não abdicando do Cris. Tanto que já aconteceu nós jogarmos juntos. É possível, não tem de se abdicar de um para jogar o outro. Acho que é isso que as pessoas muitas vezes não percebem. Para mim o importante é eu jogar”, afirmou.

Cristiano Ronaldo abandonou a seleção portuguesa depois do segundo compromisso da última Data Fifa. O motivo para tomar tal decisão foi um atrito entre o atacante e o ex-comandante do Flamengo. O problema teve início depois de CR7 ter sido chamado para o aquecimento contra a Noruega e não entrar em campo.

Depois, o atleta alegou que Jesus teria faltado com a palavra após uma entrevista onde o caso deveria ser solucionado. Para Gonçalo Ramos, a saída intempestiva do companheiro foi “estranha”. Apesar disso, no entanto, ele garante que o ídolo será bem recebido caso volte à seleção nesta Data Fifa.

“Se o Cris for ao próximo estágio, nós vamos estar lá. Vou cumprimentá-lo exatamente da mesma maneira. Não vou tocar no que aconteceu, é um assunto dele. Se ele tiver ou quiser resolver, resolve com o mister, com a federação. Se quiser falar conosco alguma coisa, nós estamos para o ouvir, mas ninguém, penso eu, lhe vai cobrar nada”.

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Estadão

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