Confiança empresarial cai 1,4 ponto em julho ante junho, para 91,3 pontos, revela FGV
O Índice de Confiança Empresarial (ICE) caiu 1,4 ponto em julho ante junho, para 91,3 pontos, informou nesta segunda-feira (3) a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em médias móveis trimestrais, o indicador caiu 0,1 ponto. A confiança empresarial recuou em julho, devolvendo a alta dos dois meses anteriores, com piora das avaliações na Indústria e nos Serviços.
“Na Indústria, o movimento parece refletir a preocupação com as novas tarifas de importação dos Estados Unidos, enquanto nos Serviços as empresas percebem enfraquecimento da demanda. Como atenuante, o indicador de otimismo com os negócios nos seis meses seguintes permaneceu relativamente estável”, avaliou Aloisio Campelo Júnior, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.
O Índice de Confiança Empresarial reúne os dados das sondagens da Indústria, Serviços, Comércio e Construção. O cálculo leva em conta os pesos proporcionais à participação na economia dos setores investigados, com base em informações extraídas das pesquisas estruturais anuais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a FGV, o objetivo é que o ICE permita uma avaliação mais consistente sobre o ritmo da atividade econômica.
O Índice de Situação Atual Empresarial (ISA-E) caiu 1,5 ponto em julho ante junho, para 92,9 pontos. O Índice de Expectativas (IE-E) caiu 1,2 ponto, para 89,8 pontos.
Entre os componentes do ISA-E, o indicador de satisfação com a situação atual dos negócios cedeu 1,7 ponto, para 91,8 pontos, enquanto o indicador do nível da demanda atual caiu 1,2 ponto, para 94,1 pontos. No IE-E, o indicador de otimismo com a demanda nos três meses seguintes recuou 2,2 pontos, para 87,2 pontos, e o de expectativas para os negócios nos seis meses seguintes caiu 0,2 ponto, para 92,5 pontos.
Na passagem de junho para julho, a confiança de serviços caiu 3,0 pontos, para 87,8 pontos, e a da indústria teve queda de 2,9 pontos, para 97,2 pontos. Em sentido oposto, a confiança do comércio subiu 0,4 ponto, para 85,5 pontos, enquanto a da construção avançou 0,8 ponto, para 92,5 pontos.
Em julho, a confiança avançou em 13 dos 49 segmentos integrantes do ICE, o equivalente a 26,5% do total.
“O mercado de trabalho segue aquecido e sustenta o consumo, mas mantém a inflação pressionada e reforça a perspectiva de juros restritivos por mais tempo. Se a tendência de queda da confiança persistir, poderá contribuir para a desaceleração da atividade no segundo semestre”, completou Campelo Júnior.
A coleta do Índice de Confiança Empresarial reuniu informações de empresas dos quatro setores entre os dias 1º e 28 de julho.
