Congresso Nacional é iluminado por campanha de eliminação do câncer do colo do útero
O Congresso Nacional recebe nesta quarta-feira, 9, a projeção da campanha Setembro em Flor, iniciativa voltada à discussão sobre os cânceres ginecológicos. Neste ano, a campanha tem como tema “O Futuro é Agora” e ocorre em meio a debates sobre medidas para acelerar a eliminação do câncer do colo do útero no Brasil.
A projeção ocorreu após o encerramento do 4º Fórum de Políticas Públicas para o Câncer Ginecológico, realizado no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, em Brasília.
Promovido pelo Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA), em parceria com a Frente Parlamentar em Defesa da Saúde das Mulheres, o encontro reuniu representantes do poder público, especialistas, sociedades científicas e organizações da sociedade civil.
A sessão de abertura contou com a participação da presidente do Grupo EVA, Andréa Paiva Gadelha Guimarães, e da deputada Renilce Nicodemos (MDB-PA), presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Saúde das Mulheres.
Um dos principais eixos do fórum foram a prevenção e a eliminação do câncer do colo do útero. O debate abordou a ampliação da cobertura da vacinação contra o HPV, a expansão do teste de DNA-HPV, a integração entre vacinação, rastreamento e tratamento e a redução das desigualdades regionais.
“Avançamos na construção de políticas públicas importantes para a prevenção dos cânceres ginecológicos, mas agora precisamos estar vigilantes para que elas sejam efetivamente implementadas e cheguem à população. Isso significa acompanhar a cobertura da vacinação contra o HPV, inclusive nas escolas, e a implantação do teste de DNA-HPV na rede pública, garantindo que essas estratégias alcancem as mulheres em todas as regiões do país”, afirmou Andréa Paiva Gadelha Guimarães, presidente do Grupo EVA.
Fórum discute diagnóstico, tratamento e políticas públicas
Além da prevenção do câncer do colo do útero, o fórum discutiu a construção de uma linha nacional de cuidado para os cânceres ginecológicos. Entre os temas estão a redução do tempo até o diagnóstico, o fortalecimento de centros especializados, a ampliação do acesso a testes moleculares e genéticos e a incorporação da medicina personalizada ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Uma terceira frente do encontro foi dedicada à elaboração de uma agenda nacional para os cânceres ginecológicos, com discussões sobre financiamento, desigualdades no acesso ao atendimento, novas tecnologias, prevenção, diagnóstico precoce e compromissos que podem ser assumidos pelo Parlamento.
Como resultado, houve a elaboração da Agenda Parlamentar para os Cânceres Ginecológicos 2026-2030, com prioridades legislativas, orçamentárias e de gestão.
O fórum resultou no lançamento da Carta de Brasília pela Saúde da Mulher 2026, documento que reúne as recomendações das três mesas de debate e será destinado ao Congresso Nacional, ao Ministério da Saúde, a gestores públicos, sociedades científicas e organizações da sociedade civil.
