Conversa de Irã e Omã sobre Ormuz se sobrepõe a ameaças de Trump e Ibovespa sobe
A notícia de que Irã e Omã trabalham em um novo protocolo para o tráfego de navios em Ormuz amenizou os impactos de declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a guerra contra os iranianos e abriu espaço para a recuperação do Ibovespa no início da tarde desta quinta-feira, 2.
O índice, que na mínima do dia chegou a recuar quase 1,5%, a 185.213 pontos, devolveu as perdas e passou a subir, atingindo o maior nível em praticamente um mês, na máxima da sessão (189.250). A alta nos preços do petróleo – que desacelerou, mas seguia amparada pela promessa de Trump de ataques mais intensos ao Irã – dava força ao Ibovespa e colaborava para manter um viés de baixa do dólar ante o real.
No exterior, porém, o dólar continuava em alta, enquanto as bolsas em Nova York oscilavam ao redor da estabilidade. Os juros futuros abriram em alta com o choque do petróleo e o risco de guerra mais longa, mas migraram para perto da estabilidade, refletindo o movimento do câmbio e das taxas dos Treasuries. O Tesouro ajudou nesse movimento ao manter lotes menores de LTN e NTN-F. A produção industrial acima do esperado ficou em segundo plano.

