Conversas de Putin com enviados de Trump foram ‘altamente úteis’ e incluem questões econômicas

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O presidente russo Vladimir Putin se reuniu no Kremlin, neste sábado, 5, com os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner para retomar as negociações sobre o fim da guerra na Ucrânia. De acordo com a agência de notícias Reuters, um assessor do Kremlin disse que as conversas foram “altamente úteis”.

A reunião durou mais de três horas e foi realizada a portas fechadas. O conselheiro de política externa de Putin, Yuri Ushakov, descreveu-a aos jornalistas como construtiva, franca e útil, mas não mencionou resultados específicos.

Ele afirmou que Moscou ofereceu sua “avaliação abrangente” da situação no campo de batalha na Ucrânia, mas também que a conversa não se concentrou exclusivamente na invasão russa.

“Questões econômicas e projetos conjuntos potencialmente grandes e mutuamente benéficos para a Rússia e os Estados Unidos foram discutidos em detalhes consideráveis”, disse ele.

Os esforços de Washington para pôr fim aos combates perderam força, já que a atenção dos EUA esteve voltada nos últimos seis meses para a guerra com o Irã.

A última visita conhecida de Witkoff e Kushner, genro do presidente americano Donald Trump, a Moscou foi em janeiro, quando também se reuniram com Putin no Kremlin.

As forças russas lançaram os primeiros ataques à Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022. Enquanto ocorrem as conversas com os americanos, no entanto, Putin e o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, concordaram em suspender os ataques às capitais um do outro.

“(O presidente russo Vladimir) Putin ordenou que nenhum ataque seja realizado contra Kiev por três dias, a partir da meia-noite de hoje”, disse o porta-voz presidencial Dmitry Peskov à agência de notícias russa Tass.

Witkoff e Kushner são esperados em Kiev neste domingo. Zelenski afirmou também que a Ucrânia estava preparada para suspender os ataques contra Moscou até segunda-feira.

“De agora até o final de sábado, bem como no domingo e na segunda-feira, a Ucrânia está pronta para se abster de ataques contra Moscou, e esperamos que os russos façam o mesmo em relação a Kiev”, disse ele.

*Com informações da AP

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Estadão

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