Copom avalia qual ‘plano de voo’ pode levar a inflação para mais perto da meta, afirma Galípolo
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta sexta-feira (24) que o Comitê de Política Monetária (Copom) trabalha com diferentes “planos de voo” para a condução da política monetária e avalia qual deles tem a maior capacidade de levar a inflação para mais perto da meta de 3%, com o menor custo em termos de volatilidade.
“Trabalhamos com trajetórias que contemplam cenários com combinações de diferentes momentos de pausa e de retomada no ciclo”, disse, durante participação no evento Expert XP, em São Paulo. “A sensação que tenho é a de que, em alguns momentos dessa pausa, estamos tentando esperar para ver como isso vai influenciar as expectativas. Essa pausa para observar pode ser algo a se considerar para o segundo semestre – esse “plano de voo” do Banco Central – e como devemos ler esse movimento”, completou.
Galípolo ainda reforçou o uso do termo “calibração” na comunicação da autarquia. “Usamos a palavra calibração principalmente para indicar que já estavam mais visíveis os efeitos de uma taxa de juros mais elevada sobre a atividade”, salientou.
O presidente do Banco Central reiterou que as expectativas de inflação estão entre as principais variáveis monitoradas pela instituição e voltou a repetir que a autoridade monetária busca “evitar efeitos de segunda ordem” sobre os preços. Segundo ele, há debate sobre se as expectativas respondem mais ao que está sendo feito ou ao que pode vir a ser feito à frente. Ainda assim, observou que as expectativas se distanciaram da meta mesmo com a taxa de juros em campo restritivo.
