Coreia do Sul investe em energia para aprofundar laços com os EUA e busca desarme do Norte

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A Coreia do Sul tenta consolidar sua agenda externa em duas frentes – energia e segurança – para aprofundar a parceria com os Estados Unidos e, ao mesmo tempo, recolocar a desnuclearização da Coreia do Norte no centro das negociações.

Em Seul, o Ministério do Comércio, Indústria e Energia informou ao Parlamento que, em um novo projeto de usina nuclear em território americano, a Westinghouse manteria direitos de voto mesmo com uma participação de 5% a 10%, ainda que esse nível de fatia não permita a indicação de diretores, segundo relato de integrante da Comissão de Comércio e Energia à Yonhap.

Ainda de acordo com a agência, o governo sul-coreano afirmou que o anúncio final do memorando de entendimento (MoU, em inglês) será feito pessoalmente pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Após a assinatura, caso Washington solicite, os recursos do investimento seriam transferidos em até 45 dias.

A negociação energética mais avançada citada é o projeto de uma usina termelétrica a gás de ciclo combinado em Encinal, no Texas, selecionado como o primeiro investimento sul-coreano no país. Embora o financiamento da construção seja, segundo a Yonhap, integralmente coreano, o lado americano exige uma divisão societária de 50% para cada país. Um representante da oposição disse que o ministro Kim Jeong-kwan classificou as demandas como irrazoáveis e mencionou que, nos EUA, democratas levantam a possibilidade de mudanças após as eleições legislativas de meio de mandato.

No campo da segurança, o presidente sul-coreano Lee Jae Myung afirmou em entrevista à Associated Press defender uma abordagem “faseada e pragmática” para o desarmamento nuclear do Norte – “parar, reduzir e desmontar” – diante do avanço do programa bélico de Pyongyang. Lee disse que Seul e Washington permanecem abertos ao diálogo sem pré-condições e que será necessária uma decisão política no nível dos líderes para destravar as conversas, em meio à tentativa do presidente Donald Trump de retomar a diplomacia com Kim Jong Un.

Durante a entrevista com a Associated Press, Lee evitou comentar diretamente sobre a guerra entre EUA e Irã no Oriente Médio, mas disse ter interesse em aprofundar relações em áreas de interesse comum, como a construção naval. Ele também defendeu reformas em órgãos multilaterais, incluindo as Nações Unidas (ONU).

*Com informações da Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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Estadão

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