Correção: Setor público tem déficit primário de R$ 55,313 bilhões em junho, afirma BC
O texto publicado anteriormente continha um erro nos dois últimos parágrafos. Os dados referentes ao resultado dos governos regionais e das estatais se referiam ao mês de maio. Segue o texto corrigido, com as informações de junho, que são as corretas.
O setor público consolidado (governo central, Estados, municípios e estatais, à exceção de Petrobras e Eletrobras) teve déficit primário de R$ 55,313 bilhões em junho, após déficit de R$ 56,131 bilhões em maio, informou o Banco Central. Em junho de 2025, o resultado foi deficitário em R$ 47,091 bilhões.
O déficit do mês passado foi mais intenso do que o previsto pela mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de R$ 49,300 bilhões. As estimativas, todas negativas, iam de R$ 42,000 bilhões a R$ 56,400 bilhões.
O resultado foi o maior déficit para o mês desde junho de 2021, quando somou R$ 65,508 bilhões.
Em junho de 2026, o governo central (Tesouro Nacional, BC e INSS) teve déficit primário de R$ 47,236 bilhões, segundo a metodologia da autoridade monetária. Estados e municípios tiveram resultado negativo de R$ 50,474 bilhões. As empresas estatais tiveram déficit de R$ 1,468 bilhão.
Isoladamente, os Estados tiveram déficit de R$ 8,189 bilhões em junho, e os municípios registraram superávit de R$ 1,581 bilhão.
Acumulado
O setor público consolidado tem superávit primário de R$ 80,196 bilhões no acumulado de janeiro a junho de 2026, informou o Banco Central. O montante equivale a 1,20% do Produto Interno Bruto (PIB).
O resultado reflete um superávit primário de R$ 93,375 bilhões nas contas do governo central, o equivalente a 1,40% do PIB, somando a um superávit de R$ 22,061 bilhões nos governos regionais (0,33% do PIB). As empresas estatais têm déficit acumulado de R$ 8,882 bilhões, ou 0,13% do PIB.
Isoladamente, os Estados têm superávit de R$ 11,864 bilhões no acumulado de janeiro a junho (0,18% do PIB), e os municípios, saldo positivo de R$ 10,196 bilhões (0,15% do PIB).
