Cury diz que Senado deve discutir impeachment e defende STF com nove ministros
O candidato à Presidência da República, Augusto Cury (Avante), afirmou nesta segunda-feira, 7, que o Senado deve discutir pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e voltou a defender a redução do número de integrantes da Corte de 11 para nove.
Durante sabatina da Jovem Pan, Cury disse que nenhum agente público deve ser protegido e afirmou que, em caso de condenação, deve haver afastamento. “Ninguém deve ser protegido. Ninguém está acima da lei”, declarou.
Questionado diretamente se era favorável à discussão de impeachment, Cury respondeu: “Tem que ter impeachment. O Senado Federal tem que discutir. Ele tem que discutir o impeachment. Como não? Ele tem que ter responsabilidade.”
O candidato também criticou a atuação do Congresso e afirmou considerar que o Legislativo tem sido “muito frágil” diante do Supremo.
Segundo ele, em algumas situações, o STF “legisla, ou pelo menos flerta com legislar”, em temas que caberiam ao Congresso.
Cury defendeu ainda reduzir de 11 para nove o número de ministros do Supremo. Segundo ele, a proposta tem como referência a composição da Suprema Corte dos Estados Unidos. “Eu me inspiro muito no que ocorre em alguns países. Por exemplo, a Corte americana, que tem nove. Nós temos que enxugar quadros”, afirmou.
No mesmo bloco, Cury disse esperar que o presidente do STF, Edson Fachin, atue “com o máximo de independência, com o máximo de celeridade e com o máximo de justiça” em questões envolvendo a Corte.
