CVM identifica 14 termos de acusação contra Master, Reag e entidades conexas

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O Banco Master e a Reag foram alvo de 14 termos de acusação na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) desde 2017, de acordo com o relatório do Grupo de Trabalho do Banco Master, Reag e Entidades Conexas (GT) da reguladora, que foi apresentado ontem, 2. Foram analisados 314 processos instaurados desde 2017, sendo 131 abertos em 2025.

Os termos de acusação se referiam a condutas que vão desde falhas informacionais e descumprimento de deveres de divulgação até operações fraudulentas com sobrevalorização de ativos e manipulação de mercado.

Do total de 314 processos, 165 tiveram origem em fontes externas, principalmente denúncias de pessoas naturais e jurídicas, comunicações da B3/BSM, do Banco Central e de outras autoridades.

O GT identificou 13 comunicações formais da CVM a outras instituições, originadas de cinco superintendências distintas, no período de junho de 2017 a janeiro de 2026. O Ministério Público Federal foi o destinatário mais frequente, seguido pelo Banco Central, Receita Federal, Susep, COAF e B3/BSM.

“A pluralidade de remetentes e destinatários demonstra que os sinais de risco foram percebidos transversalmente e que a CVM mobilizou seus canais de cooperação interinstitucional ao longo do período”, disse a reguladora.

O levantamento específico dos 87 fundos vinculados à Operação ‘Carbono Oculto’ revelou desvio significativo em relação à indústria: 33% de abstenções de opinião, contra 4% na indústria como um todo. Apenas 24% dos pareceres da amostra foram emitidos sem ressalva, porcentual muito inferior ao da indústria (81%).

Segundo a CVM, foram identificados 65 ofícios de alerta emitidos por seis de suas superintendências, com concentração expressiva na Superintendência de Relações com Investidores Institucionais (SIN), responsável por 48 desses ofícios, predominantemente por envio de informações incorretas ou intempestivas nos informes diários de fundos.

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Estadão

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