Diego Souza recebe suspensão de um ano por uso de licença falsa de treinador
Diego Souza foi suspenso após usar licença falsa de treinador. O ex-jogador recebeu uma punição de 360 dias de afastamento do exercício da função, além de uma multa de R$ 20 mil. A decisão foi dada nesta terça-feira, 3, pelo Tribunal de Justiça Desportiva de Santa Catarina (TJD-SC), por unanimidade, em votação de três a zero. O treinador terá 15 dias para efetuar o pagamento.
A Procuradoria da Justiça Desportiva de Santa Catarina apresentou a denúncia com base no artigo 234, parágrafo 1º, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).
Diego já estava suspenso preventivamente por 30 dias, em decisão tomada pelo próprio TJD-SC em 23 de outubro. Esse período será considerado no cumprimento da punição. Durante o afastamento preventivo, ele estava impedido de acessar os estádios, mas podia participar dos treinamentos do Joinville.
Antes da decisão do TJD-SC, o técnico já havia tido seu registro profissional cancelado pela CBF no Boletim Informativo Diário (BID), em 8 de outubro. Na ocasião, o caso foi encaminhado à Comissão de Ética e à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) para apuração de responsabilidades.4
Sobre o caso, o treinador afirmou que acreditava na autenticidade do documento e que foi vítima de um golpe, além de dizer que estava envergonhado com a situação. A decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso ao Pleno do TJD-SC. Posteriormente, o caso também poderá chegar ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
CASO ENVOLVE EX-JOGADOR ARGENTINO
O caso envolve um esquema de comercialização de quatro níveis de licenças de treinador da Associação de Técnicos do Futebol Argentino (ATFA) por cerca de R$ 100 mil, atribuído ao ex-jogador argentino Alejandro Mancuso.
Segundo investigação do UOL, o argentino abordava ex-atletas por aplicativos de mensagens e oferecia um procedimento especial, com a promessa de enviar os certificados pelo correio em até dez dias, sem a necessidade de cumprir o processo regular de formação.
A ATFA negou ter qualquer vínculo com Mancuso e afirmou que o argentino nunca integrou a diretoria nem tinha autorização para representar a associação.
Ao analisar o certificado apresentado por Diego, a entidade informou à CBF que não havia registro acadêmico do treinador no curso indicado, além de apontar uma inconsistência envolvendo a data de emissão e a assinatura do secretário-geral. A Conmebol, por sua vez, também não encontrou licença em nome do ex-jogador.