Diniz pede permanência de Yuri Alberto e alerta: ‘Não podemos perder jogadores agora’

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O técnico Fernando Diniz demonstrou preocupação com uma possível saída de Yuri Alberto e fez um apelo pela manutenção do elenco do Corinthians após a derrota por 3 a 1 para o Botafogo, neste domingo, no Nilton Santos, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. O treinador admitiu compreender o desejo dos jogadores atuarem na Europa, mas deixou claro que considera o atacante e outros nomes indispensáveis para o momento atual do clube.

“Vejo com naturalidade o desejo dos jogadores atuarem na Europa. Entretanto, neste momento aqui, a gente não pode perder jogador. Não sou de pedir contratações a todo momento”, disse.

Ao aprofundar o tema, o treinador colocou Yuri Alberto como peça-chave para os objetivos do Corinthians em 2026 e destacou a dificuldade de encontrar um substituto com características semelhantes.

“O Yuri é jogador muito importante para nós. Para mim, principalmente porque gosto muito. Tudo o que estou falando para você, falei para o grupo todo. Ele é essencial para nossas pretensões na temporada. Não teríamos reposição, vou fazer de tudo para ele permanecer. Não precisa ser agora. O Corinthians precisa muito do Yuri agora, como precisa do Hugo Souza e do André. Especificamente o Yuri, é um tipo de jogador que é muito raro. Temos que contar com ele até o fim da temporada.”

Diniz também revelou que já havia conversado com o camisa 9 sobre o desejo de buscar novos desafios fora do País, mas reforçou a relação aberta que mantém com o atacante.

“Minha relação com o Yuri é muito boa, franca e aberta. Sempre gostei e admirei. Minha relação é boa. Ele já tinha me falado desse desejo e eu já tinha falado o que eu achava. Então, vamos construir para ele continuar aqui com a mesma vontade dos últimos anos. É um jogador muito importante para o Corinthians.”

Sobre o revés diante do Botafogo, o treinador avaliou que a equipe sofreu em momentos específicos da partida, sobretudo em lances de transição e bolas longas, embora tenha visto melhora após o intervalo.

“Mudaram alguns jogadores que vinham jogando como titulares, só que estávamos esperando esse jogo de bola mais longa. Uma falha evitável do sistema defensivo no primeiro gol, não foi nesse caso de um jogador específico. Demoramos para pegar a segunda bola. No segundo gol, tomamos uma transição que deveríamos ter feito a falta.”

Na análise do segundo tempo, Diniz lamentou o terceiro gol sofrido justamente quando o Corinthians vivia seu melhor momento no jogo.

“No segundo tempo, voltamos muito melhor, até tomarmos o terceiro gol. Tivemos bola na trave, teve gol anulado, estávamos produzindo, tivemos chances claras, estava mais para empatarmos do que para eles fazerem o terceiro gol. Aí, em um lance isolado, um chutão, a gente tomou o gol.”

O treinador ainda saiu em defesa de André Ramalho, alvo de críticas após falha defensiva que resultou no terceiro gol, e rejeitou responsabilizar individualmente qualquer atleta pela derrota.

“O André é muito experiente. Não perdemos o jogo por conta do André. É um jogador que admiro bastante, acompanho há um tempo, foi importante nas conquistas do clube. Erros acontecem, não vamos colocar a derrota na culpa de uma pessoa.”

Por fim, Diniz não escondeu o desconforto com a entrada do Corinthians na zona de rebaixamento. Segundo ele, a situação pesa internamente e exige reação imediata.

“Incômodo muito grande. Primeira coisa que eu quis saber quando acabou o jogo foi se tínhamos entrado na zona. Sensação horrorosa, não podemos mais permitir o Corinthians estar nessa situação. É uma coisa desgostosa, muito ruim, pesa muito mesmo. A gente tem a obrigação de fazer tudo o que podemos fazer para sair e não voltar mais.”

Com a derrota, o Corinthians estacionou na parte de baixo da tabela e entrou no Z-4 com o empate do Grêmio com o Bahia. Agora, a equipe comandada por Fernando Diniz volta a campo na quinta-feira, 21, quando enfrenta o Peñarol, em Montevidéu, no Uruguai, pela penúltima rodada da fase de grupos da Libertadores.

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Estadão

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