Diretor do Fed não considera alta de juros e cita perspectivas ainda apontando para cortes

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O diretor do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) Stephen Miran disse nesta segunda-feira, 23, que o BC dos Estados Unidos não vê a necessidade, neste momento, de considerar aumentos de juros e que as perspectivas continuam apontando para cortes nas taxas este ano. Ainda que Miran tenha recuado em sua previsão de quatro cortes nas taxas de juros em 2026, ele afirmou que seria muito improvável que o Fed reagisse ao choque do petróleo neste momento.

“É possível que o aumento do preço do petróleo impulsione a inflação, mas ainda não vemos isso acontecendo”, pontuou o diretor à Bloomberg TV.

Miran comentou que é de se esperar um aumento da inflação geral, mas ainda é cedo para afirmar que isso afetará o núcleo da inflação. “Visão tradicional é que choques do petróleo não afetam o núcleo da inflação”, disse, alertando que apenas “efeitos de segunda ordem e aumentos salariais podem exigir alta de juros”.

Sobre as falas do presidente dos EUA, Donald Trump, da manhã desta segunda, de que Washington está dialogando com Teerã, o diretor do BC norte-americano frisou que é prematuro julgar a situação atual, pois ainda não há clareza suficiente para saber se a política monetária deve reagir aos acontecimentos. “Não devemos tomar decisões apenas em notícias recentes.”

Miran ainda defendeu que o mercado de trabalho precisa do apoio da política monetária, pois continua apresentando uma tendência de enfraquecimento gradual.

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Estadão

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