Dólar abre em queda com alívio nos Treasuries e leilões do BC, mas volta a subir com pressões
O dólar abriu em baixa no mercado à vista nesta sexta-feira, 26, acompanhando a desvalorização externa da moeda americana e a queda dos rendimentos dos Treasuries após a inflação dos EUA vir abaixo do esperado, reduzindo apostas em novas altas de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).
O recuo de cerca de 3% do petróleo também alivia as curvas de juros ao diminuir pressões inflacionárias e reforçar expectativas de possível corte da Selic em agosto. Mas serve de contraponto no câmbio, ajudando a pressionar o real.
Há pouco, o dólar à vista passou a subir, cotado a R$ 5,1858, ante mínima a R$ 5,1663 mais cedo.
No câmbio, o movimento inclui maior liquidez com venda integral há pouco pelo Banco Central de US$ 1 bilhão no mercado à vista e de swap reverso no mesmo volume, equivalente à compra no mercado futuro. O mercado ainda avalia dados externos mais fortes no Brasil e desemprego em linha com o esperado.
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,6% no trimestre até maio, abaixo de 5,8% no período anterior e de 6,2% um ano antes, segundo o IBGE. O resultado veio em linha com a mediana das projeções do mercado (5,6%).
O Brasil registrou déficit de US$ 3,185 bilhões na conta corrente em maio, pior que abril (US$ 1,765 bi), mas melhor que todas as projeções do mercado. O Investimento Direto no País registrou entrada líquida de US$ 7,974 bilhões em maio, ligeiramente acima do teto estimado (US$ 7,80 bilhões) pelo mercado.
O fluxo cambial do Brasil está positivo em US$ 8,323 bilhões em junho até a última terça-feira, segundo o BC, com suporte tanto do canal comercial (+US$ 7,022 bilhões) quanto do financeiro (+US$ 1,301 bilhão).
Na seara política e institucional, o STF designou o ministro André Mendonça para relatar pedido de investigação contra o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no caso “Dark Horse”, que apura possíveis conexões entre o financiamento do filme pelo Banco Master, o banqueiro Daniel Vorcaro e Flávio, além de eventuais benefícios ligados a Eduardo Bolsonaro nos EUA.
Autoridades do governo brasileiro suspeitam que a Sefer Investimentos, liquidada pelo Banco Central nesta sexta-feira, servia como uma espécie de “caixa” para todo o ecossistema do Banco Master.
