Dólar avança ante o real e supera R$ 5,20 durante discurso de Warsh, do Fed
O dólar abriu perto da estabilidade ante o real nesta sexta-feira, 28, mas ganhou força ao longo da manhã em linha com a valorização da moeda americana no exterior, superando R$ 5,20.
O dólar à vista abriu a R$ 5,1645, com alta de 0,05%, e chegou a cair até R$ 5,1585 nos primeiros minutos de negociação. Depois, passou a subir e renovou sucessivas máximas ao longo da manhã, atingindo R$ 5,2131, por volta de 11h30. O contrato para setembro abriu a R$ 5,1640, chegou a R$ 5,1595 na mínima e posteriormente renovou máxima a R$ 5,2145.
A aceleração do dólar ocorreu enquanto Warsh discursava em Jackson Hole. O presidente do Fed reforçou a meta de inflação de 2% da autoridade monetária e afirmou que há “trabalho a ser feito” caso a inflação dos Estados Unidos não caminhe rapidamente para a meta. Ele também disse que é preciso ter confiança de que a inflação subjacente esteja caminhando para a meta “de maneira clara e em velocidade suficiente”.
Warsh afirmou ainda que os indicadores de expectativas de inflação parecem estáveis e pediu que suas perspectivas econômicas não sejam interpretadas como orientação futura do Fed. “Chame meu discurso de um delineamento, uma trajetória, mas não chame de forward guidance”, afirmou.
No mercado de commodities, o petróleo recua nesta manhã, após a alta da véspera. O Brent para novembro chegou a operar próximo de US$ 88 por barril, enquanto o mercado continua monitorando as incertezas em torno da reabertura do Estreito de Ormuz e das negociações entre Estados Unidos e Irã.
No Brasil, o mercado também acompanhou os dados divulgados pela manhã. O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) caiu 0,22% em agosto, menos que a queda de 0,30% esperada na mediana do Projeções Broadcast. As concessões de crédito livre dos bancos caíram 1,9% em julho, na comparação com junho, para R$ 656,1 bilhões, enquanto o Índice de Confiança do Comércio recuou 1,3 ponto, para 84,2 pontos. O Índice de Confiança de Serviços avançou 1,2 ponto, para 89,0 pontos.
A agenda doméstica ainda prevê os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de julho, às 14h30, e a divulgação da bandeira tarifária de setembro pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), à tarde.
