Dólar cai por exterior à espera de acordo EUA-Irã e reunião Lula-Trump no radar

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O dólar opera em queda leve na manhã desta quinta-feira, 7, rodando a R$ 4,90 no mercado à vista, acompanhando a desvalorização global persistente da divisa americana. Os ajustes são contidos e a liquidez ainda é fraca em meio ao compasso de espera dos investidores por algum anúncio de avanço concreto nas negociações pelo fim da guerra entre EUA e Irã.

No radar está também o encontro entre os presidentes Lula e Donald Trump, na Casa Branca, enquanto investidores analisam dados de produção industrial brasileira ainda fracos, porém, melhores do que o esperado no mercado.

A produção industrial brasileira subiu 0,1% em março ante fevereiro, segundo o IBGE, acima da expectativa do mercado, que previa queda de 0,1%. Na comparação anual, a indústria avançou 4,3%. No acumulado de 2026, a alta é de 1,3%, enquanto em 12 meses, passou de 0,3% para 0,4%.

Em relação ao caso Master, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e seu irmão, Raimundo Nogueira, foram alvo de buscas da Polícia Federal na 5ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de crimes envolvendo a instituição financeira e Daniel Vorcaro. A ação foi autorizada pelo ministro do STF André Mendonça, que também determinou bloqueio de R$ 18,8 milhões em bens. A PF cumpre dez mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária de Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro.

No exterior, o BC norueguês, conhecido como Norges Bank, elevou os juros de 4% para 4,25%, enquanto o sueco Riksbank manteve os juros inalterados em 1,75%.

Empregadores nos Estados Unidos anunciaram planos de cortar 83.387 vagas em abril, o terceiro maior volume de cortes para o mês desde 2009, atrás apenas de abril de 2025 e do auge da pandemia, em abril de 2020, segundo a Challenger, Gray & Christmas.

A China sinalizou novamente que Taiwan será um tema prioritário antes da tão aguardada cúpula entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, na próxima semana, afirmando que Washington deve aderir ao princípio de “uma só China” para uma relação estável com Pequim.

PUBLICIDADE
Estadão

Todas as notícias de Londrina, do Paraná, do Brasil e do mundo.