Dólar recua com alívio externo em meio à queda do petróleo
O dólar opera em queda no mercado à vista na manhã sexta-feira, 25, e puxa os juros futuros de médio e longo prazos para baixo, após as altas da véspera. As taxas curtas, porém, rondam os ajustes anteriores, em reação ao IPCA-15 mais forte que o esperado.
A moeda americana e os juros longos acompanham a desvalorização global do dólar e a queda dos rendimentos dos Treasuries, após máximas de vários anos na quinta, 24, em meio ao recuo do petróleo com as esperanças de retomada das negociações entre EUA e Irã e de reabertura do Estreito de Ormuz.
O IPCA-15 subiu 0,70% em setembro, ante queda de 0,40% em agosto, e ficou acima do teto das estimativas colhidas pelo Projeções Broadcast, que iam de 0,45% a 0,66, com mediana de 0,53%. Em 12 meses, a alta passou de 4,24% para 4,47%, dentro do intervalo de estimativas, mas acima da mediana, que era de 4,31%.
O Índice de Confiança da Construção (ICST) recuou 1,4 ponto em setembro, atingindo 90,5 pontos, segundo a FGV. Na média móvel trimestral, o indicador recuou 0,4 ponto, para 91,6 pontos.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) desacelerou o ritmo de alta a 0,25% em setembro, após avanço de 0,85% em agosto. Com esse resultado, o índice acumula valorização de 6,61% nos últimos 12 meses.
Na agenda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, apresentará medidas para proteção da economia popular às 17h. Entre as iniciativas estão um programa para quitar dívidas antigas de famílias, estudantes, empreendedores e agricultores rurais com recursos do Tesouro e uma medida provisória para proibir bets e jogos como o “tigrinho”.
O Conselho Superior do MPF decide nesta sexta se abre investigação sobre o procurador-geral da República, Paulo Gonet, por sua relação com Daniel Vorcaro, do banco Master, e pela condução da Operação Compliance Zero, que apura fraudes envolvendo o Banco Master. Gonet nega irregularidades e diz não haver elementos que comprometam sua atuação.