Dólar sobe com petróleo e guerra no radar em meio à espera de Fed e Copom

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Com abertura volátil, o dólar inverteu o sinal e passou a subir na manhã desta quarta-feira, 18, acompanhando o avanço do petróleo após início em baixa. Na renda fixa, as taxas curtas avançam em linha com dólar e os Treasuries de 2 anos, enquanto os juros longos recuam, refletindo o movimento das T-Notes de 10 e 30 anos.

O mercado segue atento aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e aguarda as decisões de juros do Federal Reserve (Fed), a coletiva de Jerome Powell e o anúncio do Comitê de Política Monetária (Copom), com expectativa de manutenção de juros nos EUA e de corte mais moderado da Selic, de 0,25 ponto porcentual, diante das incertezas ligadas ao conflito com o Irã.

Também permanecem no radar possíveis intervenções do Tesouro nos leilões de títulos públicos.

O ministro dos Transportes, Renan Filho, anunciará às 10h medidas para garantir o piso mínimo do frete, em meio ao risco de paralisações de caminhoneiros no país.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o governo proporá aos Estados adaptar a Lei do Devedor Contumaz para reforçar fiscalização, combater especulação nos combustíveis e evitar alta do ICMS. Defendeu ação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis contra abusos e criticou cortes de ICMS como no governo Jair Bolsonaro, com diminuição da alíquota e depois tendo que compensar os governadores. Também confirmou que deixará o ministério na sexta-feira.

Distribuidoras veem risco de desabastecimento após a Petrobras suspender leilões de diesel e gasolina e reavaliar cenários.

Instalações do campo de gás South Pars, no Irã, foram atacadas em meio à guerra, ampliando riscos à oferta de energia. Israel afirma ter matado o ministro da Inteligência do Irã, Esmail Khatib, após a eliminação de Ali Larijani e do chefe da milícia Basij.

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Estadão

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