Durigan: não tenho dificuldade de conversar com economistas de um campo que possam contribuir

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que sempre conversa com economistas de todos os espectros, participa dos eventos das instituições financeiras e fala com os economistas-chefes dos bancos e disse aprender muito com eles, podendo aperfeiçoar propostas. Em entrevista à GloboNews, ele disse que as conversas são difíceis, mas podem ser proveitosas.

“Até acho estranha a repercussão que teve, porque eu sempre converso com todo mundo, e já tive conversas com vários economistas”, disse, ao ser indagado sobre a possibilidade de agendas com os economistas Armínio Fraga e Pedro Malan.

Ele exemplificou que esteve com o pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Samuel Pessôa recentemente, ocasião em que foi apresentado estudo sobre educação no País, que contribui porque o programa Pé-de-Meia tem uma interface com o Ministério da Fazenda. E lembrou que, junto com o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, discutiram com o Congresso como limitar a variação de despesas de fundos como o Fundo do DF e como o Fundo Nacional de Ciência e Tecnologia, para que eles passem a ter uma variação positiva.

“Vejam, não estamos falando de cortes, estamos falando de seguir aumentando, mas um aumento sustentável. O Congresso aprovou, nós vamos ter para o ano que vem uma boa acomodação, um aumento de despesa obrigatória. E é fazendo isso, fazendo esse diálogo, que a gente vai conseguir avançar, seguindo fazendo esse ajuste”, defendeu.

Sem propostas específicas

Durigan deixou claro que não está tratando de propostas específicas e pontuais em conversas com o mercado financeiro. “O que eu tenho dito é, existe um compromisso de trajetória, porque veja, a crise que se coloca, que se quer pintar, é de expectativa, olha, a trajetória da dívida não acomoda nos próximos anos”, disse. Segundo ele, o que pode ser sinalizado é a manutenção de uma regra fiscal que garanta que a despesa pública vá crescer menos do que a receita.

O ministro, que também vem sendo o porta-voz da campanha petista, disse que não está sendo discutida nem colocada a desvinculação do salário mínimo dos benefícios tanto previdenciários quanto sociais.

“A revisão do gasto obrigatório está colocada, nós já temos feito isso. Vale lembrar que a política de valorização do salário mínimo, que é fundamental para a gente ter, por exemplo, mais renda para as pessoas poderem consumir o varejo, ela foi limitada para que a gente tenha aumento real, mas com sustentabilidade.” E destacou que já existe, e foi introduzida nessa gestão, uma trava para o crescimento da valorização do salário mínimo, que tem repercussão para os benefícios sociais e previdenciários.

Ele acrescentou que houve uma exclusão da base de cálculo do piso da saúde de algumas receitas de óleo, “porque elas podem variar ano a ano, e não garante que você tenha uma receita que fonteia as despesas de saúde de maneira recorrente. Isso vai dando sustentabilidade”.

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Estadão

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