Educadora é afastada após recomendar biografias de Hitler e Mussolini em reunião com diretores
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) determinou o afastamento de Roselaine Batalha Silva da função de dirigente da Unidade Regional de Ensino de Mogi das Cruzes após declarações feitas durante uma reunião com diretores no dia 12 de agosto.
Na ocasião, a educadora recomendou biografias de Adolf Hitler e Benito Mussolini. A Seduc-SP informou que determinou a cessação da função exercida pela servidora e instaurou uma apuração para verificar os fatos e as circunstâncias envolvendo as declarações. O Estadão busca contato com Roselaine Batalha Silva. O espaço permanece aberto para manifestações.
Em nota, a secretaria afirmou que não compactua com manifestações contrárias aos princípios e valores que orientam a educação pública paulista. A pasta ressaltou ainda que as declarações atribuídas à educadora não representam seu posicionamento.
“A Seduc-SP reforça que não compactua com manifestações que contrariem os princípios e valores que orientam a educação pública do Estado de São Paulo e que a declaração não representa, em hipótese alguma, o posicionamento da pasta”, afirmou a secretaria.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) informou que recebeu uma representação apresentada pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). Segundo o órgão, o expediente foi distribuído nesta quarta-feira, 26, à Promotoria de Justiça da área de Educação de Mogi das Cruzes, que vai investigar os fatos para avaliar a adoção das medidas legais cabíveis.
