Elenco de ‘Titanic’ foi drogado com alucinógeno; ator revela detalhes do ocorrido
Um dos episódios mais inusitados dos bastidores de Titanic voltou a repercutir às vésperas dos 30 anos do lançamento do filme. Billy Zane, intérprete do vilão Cal Hockley, confirmou que cerca de 80 integrantes do elenco e da equipe foram intoxicados após consumirem, sem saber, uma refeição contaminada com uma substância alucinógena durante as filmagens.
O ator comentou o caso no podcast Brotherly Love, apresentado por Joey, Matt e Andy Lawrence, na última sexta-feira, 17. O episódio aconteceu em 8 de agosto de 1996, último dia de gravações da produção na Nova Escócia, no Canadá.
Entre os afetados estavam o diretor James Cameron e o ator Bill Paxton, que interpretou o caçador de tesouros Brock Lovett. Segundo relatos dos bastidores, membros da produção ingeriram uma refeição contaminada com fenciclidina (PCP), droga alucinógena conhecida como “pó de anjo”. Desenvolvida originalmente como anestésico, a substância passou a ser usada de forma recreativa e pode ser misturada a alimentos e bebidas.
Billy Zane afirmou que não presenciou o momento, mas garantiu que o episódio realmente aconteceu. “Não me lembro se era mingau de aveia ou sopa de mariscos, mas estava [contaminado], sim. Quem percebeu rapidamente o que estava acontecendo resolveu esperar passar. Já quem não entendeu ficou completamente apavorado”, recordou.
“Aqueles que tiveram a sorte de reconhecer os primeiros sinais da influência de alucinógenos pensaram: ‘Ok, vamos deixar isso passar’. Aqueles que não reconheceram ficaram bastante apavorados. Pelo menos, foi o que ouvi dizer”, contou.
Na época, Bill Paxton também falou sobre o incidente e descreveu o cenário como caótico. “Algumas pessoas estavam rindo, outras chorando, outras vomitando”, disse à Entertainment Weekly.
Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, a ingestão de PCP pode provocar perda da coordenação motora, movimentos oculares involuntários, aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, além de confusão mental e paranoia. Em casos mais graves, a substância pode causar convulsões, catatonia, perda de consciência e até levar à morte.
